<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618678</id><updated>2011-04-22T01:04:17.365-03:00</updated><title type='text'>Cine Estranho</title><subtitle type='html'>Cinema de um jeito convencional. Mas estranho.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://cinestranho.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinestranho.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Aurelio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04040632578312912720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>44</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618678.post-109201113882295652</id><published>2004-08-08T21:08:00.000-03:00</published><updated>2004-08-09T15:20:34.980-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Notinhas, notinhas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Mulheres Perfeitas &lt;/strong&gt;é um grande desperdício de idéias, que resulta em desperdício de tempo pra quem for assistir. Com um roteiro que chega a assustar, de tão furado, só ganha algum brilho quando &lt;strong&gt;Glenn Close&lt;/strong&gt; entra em cena, e isso só porque ela é excelente atriz. O resto do elenco, incluindo aí o gênio &lt;strong&gt;Christopher Walken&lt;/strong&gt;, está totalmente apagado, o que só piora as coisas. Não sei dizer que cotação eu daria pra ele, já que tá totalmente instável no meu conceito: toda vez que penso nele, a nota cai mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Cold Mountain &lt;/strong&gt;é todo certinho, chega uma hora que irrita. Não é pior que &lt;strong&gt;Seabiscuit&lt;/strong&gt;, no entanto, então não vou dizer que é justo não ter sido indicado ao Oscar. Não é que seja ruim, os coadjuvantes todos são ótimos, só chega um ponto em que cansa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Aos Treze &lt;/strong&gt;me decepcionou um pouco. É só o mesmo olhar dado ao mesmo assunto já tratado tantas vezes antes, da exata mesma maneira. Sem contar que o visual de filme metido a moderninho enche. Mas vai, é até perdoável, não consegui desgostar completamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vontade, muita vontade de ver &lt;strong&gt;Fahrenheit 11 de Setembro. &lt;/strong&gt;Tsc, mas pra estrear documentário aqui é complicado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que mais? Vi muitos, muitos filmes em Julho. Jamais vou conseguir manter uma média como a desse mês. Já comecei Agosto mal, pra falar a verdade. Mas em Setembro vou estar com mais tempo pra isso, tenho certeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hm, escrever em notinhas poupa tempo e idéias. Legal!&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618678-109201113882295652?l=cinestranho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/109201113882295652'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/109201113882295652'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinestranho.blogspot.com/2004_08_01_archive.html#109201113882295652' title=''/><author><name>Aurelio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04040632578312912720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618678.post-109129263889361600</id><published>2004-07-31T13:32:00.000-03:00</published><updated>2004-07-31T13:50:38.893-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças&lt;/strong&gt;(Eternal Sunshine of the Spotless Mind, 2004)&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="http://img.photobucket.com/albums/v314/Aurelio/pulp/918675.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Dirigido por:&lt;/strong&gt; Michel Gondry&lt;strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com:&lt;/strong&gt; Jim Carrey, Kate Winslet, Elijah Wood, Mark Ruffalo, Tom Wilkinson, Kirsten Dunst, Thomas Jay Ryan, David Cross, Jane Adams, Debbon Ayer&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Memória é uma das coisas mais complicadas do Universo. É algo tão obscuro e complexo que não é de se admirar que as almas mais inquietas sempre tenham procurado entendê-la, ou, ao menos, estudá-la, ainda que só como forma de se aproximar, e não de resolver, os seus mistérios. Almas inquietas são aquelas que sempre, durante a História, estiveram produzindo arte (ok, não só isso, eu sei). Portanto, não é de se estranhar que, no cinema, volta e meia temos obras envolvendo-a: ela, a memória. Elas não precisam dar respostas, ou mesmo ser tão incompreensíveis quanto seu tema. Podem causar arrepios como Amnésia, ou podem ser doces como 50 First Dates, cujo nome se eu escrevesse do jeito que foi traduzido traria uma repetição chata da palavra "como" - ambos devidamente comentados aqui, alguém se lembra? Certo, o fato é que essa é uma fonte que há tempos vem rendendo coisas interessantes (não só no cinema, claro, mas esse é outro assunto).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Charlie Kaufman é um roteirista estranho, pra dizer o mínimo. Desde seu primeiro trabalho, Quero Ser John Malkovich, já demonstrava uma vontade incomum de explorar a mente humana. E assim ele vem fazendo, sem se preocupar muito com conceitos estabelecidos anteriormente. O homem tem talento, isso é inegável, suas histórias são contos cheios de detalhezinhos importantes somando pro todo. Mas, de qualquer jeito, não há como negar que, no fundo, as coisas que ele diz são bastante simples, e falam pra todas as audiências. O que faz de Kaufman alguém tão admirável é o fato de reciclar tão bem as idéias, muitas vezes fazendo com que elas pareçam novas. Eu diria que o nome disso é genialidade, até porque é muito mais difícil dizer o que é simples hoje em dia. O simples é sempre subestimado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Não me lembro de outros roteiristas que tenham ficado tão famosos. Normalmente, louvam-se diretores, atores, atrizes e compositores. Claro, há também quem olhe pros roteiristas, mas não do jeito que olham pra Charlie Kaufman, aplaudindo-o a cada novo filme, quase como se fosse ele o responsável por tudo, quase como se fosse o diretor. Mas Kaufman gosta de estar nos sets onde filmam seus roteiros, ajudando no que pode - até por isso tem mágoas de George Clooney, que dispensou-o durante as filmagens de Confissões de uma Mente Perigosa. Ele é importante. Na Folha, sexta passada, eu li a explicação mais plausível pra essa valorização de Kaufman: estamos numa época onde o texto em si é muito valorizado, numa época de blogs de cinema, de fóruns de internet, enfim, onde o roteiro é um elemento cada vez mais essencial - ao menos no cinema de Hollywood. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças, há a idéia de se apagar coisas da mente. Joel Barish (Jim Carrey) é um homem reservado e tímido. Bem o contrário de sua ex-namorada, Clementine Kruczynski (Kate Winslet), que é extremamente impulsiva e fala muito. Após um tempo sem se ver, o casal se reencontra, mas Clementine não o reconhece. Joel acaba descobrindo a existência de uma empresa de nome Lacuna Inc., que oferece um serviço bizarro: a chance de apagar da sua memória uma pessoa da qual você prefere não mais lembrar, possivelmente por se tratar de uma desilusão amorosa. Foram eles, especificamente o doutor Howard Mierzwiak (Tom Wilkinson) e seus assistentes Stan (Mark Ruffalo) e Patrick (Elijah Wood), que tiraram a figura de Barish da mente de sua ex. Patrick, aliás, até se aproveita da situação pra se aproximar de Clementine. Joel (ou Joely, como ele um dia já foi chamado) decide, então, fazer o mesmo, e esquecer completamente dos seus sentimentos pela moça. Só que se arrepende no meio do processo, e briga pra manter suas lembranças. Enquanto isso, a secretária de Mierzwiak (Kirsten Dunst) se sente misteriosamente atraída pelo patrão...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apagar a memória é um fetiche um tanto quanto antigo. Há coisas guardadas nela que nos arrependemos profundamente. Como viajar no tempo já é uma outra complicação, preferimos escondê-las na memória, supostamente esquecendo-as. Faz parte da nossa natureza. Mas as lembranças, elas são...Oras, elas são lembranças! São como aquelas fitinhas vermelhas amarradas no dedo. Elas impedem você de se esquecer. Quando são doloridas, elas vão torturá-lo, até que deixem de ser importantes. Por isso mesmo, a idéia de querer apagar alguém é irônica, ela só mostra o quanto não se pode esquecer essa pessoa, mesmo que se tente. Não é uma prova de que se quer viver longe dela, e sim de que não se pode viver longe dela. Uma saída até covarde, fugir do problema.   &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Química. Química é importante. Raríssimas vezes encontrei química maior que em Brilho Eterno. Jim Carrey, naquela que é provavelmente sua melhor interpretação, fascina, com um personagem de Kaufman que em muito lembra outros, ao lado de uma Kate Winslet inspiradíssima e cheia de vida, falando inglês com sotaque americano sem muito problema. O elenco todo, aliás, é digno de elogios. Mark Ruffalo e Elijah Wood estão hilários. Tom Wilkinson faz, com talento, o papel do mágico médico que traz esperanças às pessoas, esperanças de não mais sofrerem com o que veio e já passou - porém, há muito menos magia nele do que se imagina. Mas Kirsten Dunst acaba roubando a cena, nos poucos minutos que tem na tela. Atua sutilmente, talvez matando suas chances de ser indicada como atriz coadjuvante pra qualquer coisa: ela o faz de maneira muito natural. Talvez só não esteja melhor que os protagonistas, porque esses recebem cenas maravilhosas e diálogos perfeitos, tudo filmado com a classe discreta de Michel Gondry na direção.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Há um episódio meloso demais de That 70's Show no qual Eric, depois de muito sofrer estando separado de Donna, pede a Deus pra esquecê-la. Ele envia um anjo (o gordinho que faz Newman em Seinfeld) e esse mostra a Eric o que seria das vidas de ambos se não tivessem nunca se aproximado. Ele perderia muito da coragem que adquiriu e ela ficaria sem rumo rapidamente na vida. Ainda assim, confrontado com o dilema de não saber se é pior ter amado e depois perdido ou nunca ter amado, ele escolhe a segunda opção. O anjo então exibe uma espécie de "melhores momentos" daquele relacionamento, e ele, por fim, desiste da idéia. É mais ou menos essa a noção que Joel tem, mas depois de já ter iniciado o processo de esquecimento. Bloquear alguém de sua mente é esquecer tudo. As pessoas tendem a só lembrar das coisas ruins, mas elas vêm, claro, presas às boas, e quando se tem certeza que as boas consertam tudo o que as ruins fizeram, que a intimidade sem medos vale muito mais que a estranheza ríspida com a qual os ex-amantes se tratam, então não se pode simplesmente desistir de se manter próximo - ainda que a vontade incontrolável de estar próximo assuste. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Não se pode exigir mais do que o que é básico, o que se acha necessário pra uma convivência. Dizer um "ok" e seguir em frente é mais simples do que querem fazer parecer. "Não vejo nada em você que eu não goste", "Mas você verá", "ok". Sentimentos devastadores são horríveis, mas sem eles, não se vive. Ou se vive com monotonia forte. Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças talvez seja o melhor filme que vi na vida, mesmo sendo comum, mais do que aparenta. É tudo uma questão de ver se vale a pena.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="http://img.photobucket.com/albums/v314/Aurelio/ClemandJoel.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Cotação: 100/100&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;PS: Estou me sentindo, nos últimos tempos, como Bill Murray em Encontros e Desencontros. Isso só faz o filme de Sofia Coppola subir no meu conceito.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618678-109129263889361600?l=cinestranho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/109129263889361600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/109129263889361600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinestranho.blogspot.com/2004_07_01_archive.html#109129263889361600' title=''/><author><name>Aurelio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04040632578312912720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618678.post-109070159206769452</id><published>2004-07-24T17:29:00.000-03:00</published><updated>2004-07-24T17:39:52.066-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ok, eu estava adiando fazer isso, mas com&amp;nbsp;tantos blogs fechando, decidi que era hora. Aliás, depois de ver o profeta do apocalipse (hehe) comentando ali no último post, vi até que já tinha passado da tal hora. Mas não, não, essa não é uma despedida. Só um tempinho que eu tô dando - férias são tão legais, dã, afirmar o óbvio dizer isso, mas tenho visto tanta coisa. Quem dera manter a média nos outros meses que virão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim. Eu volto. Quem sabe com o novo filme do Charlie Kaufman estreando. Bah, já devia ter avisado tudo&amp;nbsp;isso faz um tempão, né? Eu sei. Mas é isso. Ok? E, sei lá, alguém aí me explica como o filme do Garfield é tão ruim?&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618678-109070159206769452?l=cinestranho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/109070159206769452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/109070159206769452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinestranho.blogspot.com/2004_07_01_archive.html#109070159206769452' title=''/><author><name>Aurelio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04040632578312912720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618678.post-108890425656469080</id><published>2004-07-03T22:13:00.000-03:00</published><updated>2004-07-03T22:24:16.563-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Homem-Aranha 2&lt;/strong&gt;(Spider-Man 2, 2004)&lt;br /&gt;&lt;img src="http://adorocinema.cidadeinternet.com.br/filmes/homem-aranha-2/homem-aranha-2-poster04t.jpg"&gt;&lt;br&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dirigido por:&lt;/strong&gt; Sam Raimi&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Com:&lt;/strong&gt; Tobey Maguire, Kirsten Dunst, James Franco, Alfred Molina, Rosemary Harris, J.K. Simmons, Donna Murphy, Daniel Gillies, Dylan Baker, Bill Nunn, Aasif Mandvi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estive pensando: talvez adaptar histórias em quadrinhos seja uma das coisas mais complicadas de se fazer. Mas calma aí, não qualquer história em quadrinhos: as tradicionais, com personagens mainstream da DC e da Marvel Comics, lidas por milhares de pessoas nos Estados Unidos e em todo o mundo. Porque, bem, primeiro que um dos piores tipos de nerd que existe é o fã de HQs. Tá certo que fã de qualquer coisa que vá virar filme vive esperneando sobre "fidelidade à obra", mas nesse caso específico, as reclamações são as mais absurdas. Pro Homem-Aranha, condensar todo espírito de cada personagem, alguns existentes já fazem uns bons 40 anos, em um longa de duas horas, é uma missão impossível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, não tem surpresa nenhuma em ver que são poucos os bons filmes de super-heróis. A maioria dos estúdios prefere contratar qualquer diretor, não dar liberdade alguma pra ele, rezar pros fãs não reclamarem muito e simplesmente investir com peso nas campanhas publicitárias. Felizmente, o quadro tem mudado - principalmente no caso da Marvel. Por exemplo, em 2002, quando Homem-Aranha foi lançado, ele não trazia qualquer nome: era assinado por Sam Raimi. Deixando de lado o fato do filme ter arrecadado horrores, foi interessante ver que trouxeram alguém que realmente entendia de cinema e, mais ainda, de quadrinhos. Quer dizer, não sei dizer se Raimi já sequer abriu alguma revista do Cabeça de Teia, mas seu filme era toda a essência dos quadrinhos de Stan Lee e Steve Ditko. O que me leva a concluir toda essa linha enorme, entediante de pensamento, dizendo: nem os fãs mais die-hard poderiam reclamar (não que não tenha alguém que reclamou mesmo assim...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra continuação, sinceramente acredito que os braços de Raimi estavam ainda mais soltos. Já tendo faturado rios de dinheiro com o primeiro, os executivos de Hollywood confiaram no diretor. Pra alegria minha e de qualquer cinéfilo, acho. Ok, então retomamos a história de Peter Parker (Tobey Maguire), um jovem que se divide entre a dura vida de fotógrafo, entregador de pizza e, quando ninguém está vendo, Homem-Aranha. Passaram-se alguns anos, e Mary Jane Watson (Kirsten Dunst), seu grande amor, já se distanciou romanticamente dele e mesmo do amigo comum a ambos, Harry Osborn (James Franco), que aliás, odeia o Homem-Aranha (vocês se lembram do porquê, né?). Harry está financiando o Dr. Otto Octavius (Alfred Molina), que pesquisa dia e noite atrás de uma outra maneira de se conseguir energia. Quando uma demonstração do seu trabalho transforma Octavius em "Dr. Octopus", um monstro de braços metálicos, Parker se vê obrigado a defender Nova York da nova ameaça, ao mesmo tempo que tenta se reaproximar de Mary Jane. Tarefa árdua, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá em cima, no primeiro parágrafo desse texto, eu disse algo sobre "condensar o espírito de cada personagem". Pois bem, em Homem-Aranha 2, o roteiro de Alvin Sargent permite que se chegue a um ponto em que nenhum outro filme de herói chegou, em termos de aprofundar-se nos personagens. As situações proporcionadas por ele nos levam a enxergar não só o básico em cada um, mas a entendê-los, suas motivações. Não só o conflito entre Aranha e Peter, essa indecisão de sacrificar-se por um bem maior ou aproveitar a vida, mas MJ, Harry e o Dr. Octavius, são todos tridimensionais, e não é preciso saber mais do que é mostrado; pode-se deduzir muitas coisas sobre cada um deles, até a Tia May (Rosemary Harris), tendo somente visto o que está no longa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomemos o exemplo mais óbvio: Parker. Ele é um perdedor, aos olhos dos outros. Se é preciso mostrar que ele é o cara que, numa festa, não consegue nem pegar um salgadinho da bandeja antes que todos eles acabem, então, mostra-se. Isso vem de diversos jeitos, e não só pro protagonista. É muito interessante assistir à essa humanização da trama. Que ironia ver o Homem-Aranha descendo de elevador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tá certo, num filme desse tipo não se pode só ver o lado psicológico, e então a competência de Sam Raimi fica ainda mais evidente. As cenas de ação são espetaculares, extremamente bem filmadas, até quando parecem mais artificiais. Os pegas entre o Aranha e o Dr. Octopus são sensacionais, de tirar o fôlego, só conferir a cena da luta no metrô pra saber que é verdade. Não é nada que fuja muito aos padrões, não, mas funciona com todo o resto, dá um ótimo contraste com as partes mais sossegadas. Na verdade, nos balanços finais pelos prédios, eu conseguia até prever o movimento da câmera - e, não, não é algo ruim. É uma estética parecida com HQ, aliás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota-se também a tal da confiança no diretor. Ele agora parece ter tido liberdade pra incluir cenas que nos remetem aos seus filmes mais antigos. Cenas divertidíssimas, diga-se de passagem, ainda que não tão sérias, ou melhor, que não deveriam ser levadas tão a sério. Otto Octavius acordando no hospital, só pra citar uma. Há até exagero nas atuações, nesses casos, mas tudo encaixando corretamente. Inclusive o humor, tão comum nos gibis, tão ausente no primeiro (o que é tudo aquilo ao som de Raindrops Keep Falling On My Head? Muito bom!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mérito também do ótimo elenco. Tobey Maguire não é um poço de talento, mas ele É o Homem-Aranha, e não consigo imaginar alguém entrando melhor no papel. Provavelmente essa é uma de suas atuações mais inspiradas. Alfred Molina passa da bondade à maldade de uma maneira bem natural, e é outro bom ponto do filme. Mas eu acho que o que impressiona mesmo são os jovens James Franco e Kirsten Dunst. Se já estavam bem em Homem-Aranha, no 2 eles destróem. A cena lá pro final em que nos é entregada a idéia da terceira parte (sim, teremos uma!) mostra a competência de Franco, que rouba outros momentos. Dunst é fenomenal também, com aquele ar de "garota-mais-inteligente-do-que-imaginamos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, o que dizer? Raimi fez a continuação ainda mais divertida que o original. Um filme que prende a atenção, que talvez seja muito, muito profundo, ainda sendo um blockbuster. Só um bom diretor seria capaz de uma coisa dessas. Se mantendo fiel às HQs ainda? Uau! Ninguém tem motivo pra reclamar, vai, vamos lá: o filme é um gibi filmado. Tão delicioso, ingênuo e marcante quanto um bom gibi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://img78.photobucket.com/albums/v314/Aurelio/pulp/sm2_15297.jpg"&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: 76/100&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618678-108890425656469080?l=cinestranho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/108890425656469080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/108890425656469080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinestranho.blogspot.com/2004_07_01_archive.html#108890425656469080' title=''/><author><name>Aurelio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04040632578312912720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618678.post-108879327048892392</id><published>2004-07-02T15:23:00.000-03:00</published><updated>2004-07-02T15:34:30.486-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;MARLON BRANDO&lt;br /&gt;1924 - 2004&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vencedor de 2 Oscar e de 2 Golden Globe Awards.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.oscars.org/press/pressreleases/images/030505.jpg"&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Quando o homem velho cai morto entre suas plantações de tomate, temos a sensação de que um gigante se foi. (...)A performance de Brando é famosa com justiça e imitada freqüentemente. Nós sabemos tudo sobre suas bochechas estufadas, e seu uso de acessórios como o gato na cena inicial. Brando usa-os, mas não depende deles: ele carrega o personagem tão convincentemente que, no final, quando ele avisa seu filho duas ou três vezes que 'o homem que vier marcar um encontro com você - é esse o traidor', não estamos pensando que aquela é uma atuação, de maneira alguma. Estamos pensando que o Don está envelhecendo e se repetindo, mas também estamos pensando que provavelmente ele tem toda a razão."&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;(Roger Ebert, em sua crítica de O Poderoso Chefão)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Don Corleone é, provavelmente, meu personagem favorito do cinema. Estou triste.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618678-108879327048892392?l=cinestranho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/108879327048892392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/108879327048892392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinestranho.blogspot.com/2004_07_01_archive.html#108879327048892392' title=''/><author><name>Aurelio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04040632578312912720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618678.post-108846699471594401</id><published>2004-06-28T20:53:00.000-03:00</published><updated>2004-06-28T20:56:34.716-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Assim, esse não é beeeem o que você pode chamar de um blog pessoal, nem eu sou uma pessoa que pode ser considerada sensível, sabe. Mas tenho que admitir: a versão de Ben Folds para Golden Slumbers, da trilha sonora de I Am Sam, trazem-me lágrimas aos olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hm, sim, é só isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618678-108846699471594401?l=cinestranho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/108846699471594401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/108846699471594401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinestranho.blogspot.com/2004_06_01_archive.html#108846699471594401' title=''/><author><name>Aurelio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04040632578312912720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618678.post-108827990429626532</id><published>2004-06-26T16:46:00.000-03:00</published><updated>2004-06-26T16:58:24.296-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;O Dia Depois de Amanhã&lt;/strong&gt;(The Day After Tomorrow, 2004)&lt;br /&gt;&lt;img src="http://adorocinema.cidadeinternet.com.br/filmes/dia-depois-de-amanha/dia-depois-de-amanha-poster03t.jpg"&gt;&lt;br&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dirigido por:&lt;/strong&gt; Roland Emmerich&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Com:&lt;/strong&gt; Dennis Quaid, Jake Gyllenhaal, Sela Ward, Ian Holm, Emmy Rossum, Dash Mihok, Kenneth Welsh, Austin Nichols, Jay O. Sanders, Perry King, Nestor Serrano, Adrian Lester, Sheila McCarthy, Glenn Plummer, Tamlyn Tomita&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Detesto ser o último a comentar um filme, mas a verdade é que eu não estava com a mínima vontade de ver O Dia Depois de Amanhã, o filme mais recente de Roland Emmerich, que dirigiu, entre outros longas, O Patriota, Independence Day e Godzilla. Nada, absolutamente nada me parecia encorajador nos trailers, nem mesmo a presença de Jake Gyllenhaal, ator que passei a admirar depois do ótimo Donnie Darko, do diretor Richard Kelly. Até que começaram a sair as críticas e, surpresa, nem todas eram negativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achei muito estranho isso. Quer dizer, é claro que existe gente que adora filmes-catástrofe, cada um deles, mas a maior parte da crítica sempre torceu o nariz pra esse tipo de produção. "Tem alguma coisa aí", pensei. Mas o tempo passou (bem, não muito tempo, um mês mais ou menos), e adiei vê-lo enquanto pude. Simplesmente não estava na minha lista de prioridades, e quando se vai tão pouco ao cinema, isso até tem alguma importância. Até que veio a oportunidade: depois de um desencontro com uns amigos com quem tinha marcado de ver Shrek 2, resolvi me aventurar nesse aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aquecimento global começa a derreter as calotas polares e, com isso,  uma nova "Era do Gelo" está pra começar. Jack Hall (Dennis Quaid) é um paleoclimatologista que avisa o vice-presidente dos Estados Unidos (Kenneth Welsh, muito parecido com adivinha quem? Sim, Dick Cheney) dos perigos que os danos ao meio ambiente, muitos deles causados sob a proteção da política do país, podem trazer. Como resposta, tudo que Hall recebe é uma palestra sobre a economia norte-americana e como ela não pode ser prejudicada. O filho de Jack, Sam (Jake Gyllenhaal), e seus amigos estão em Manhattan por causa de uma competição acadêmica, enquanto o cientista escocês Terry Rapson (Ian Holm) avisa Hall que tudo que ele havia previsto já começou a acontecer, e as primeiras vítimas seriam todos aqueles que estão no Hemisfério Norte - inclusive quem está em Nova York...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ufa. Ok, então temos o ambiente perfeito pra um tal filme-catástrofe: vários personagens, protagonistas heróicos, dramas familiares, tudo que você já viu antes em algum filme onde um desastre ocorria. Me pergunto o porquê disso, aliás. Será que todos esses clichês estão em algum livro secreto pra diretores, no capítulo "Como Enrolar Se Você Tem Um Orçamento Grande, Mas A História Que Tem Em Mãos Não Preenche Um Longa-Metragem"? Piadas sem graça à parte, vale dizer que isso é usado como bengala por O Dia Depois de Amanhã. Quer dizer, quando não há mais ao que recorrer, recorre-se então às pequenas historinhas de gente que vai/pode perder a vida na catástofre que se aproxima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem, então dessa vez Roland Emmerich resolveu usar furacões, tornados e outros tipos de terrores vindos do descontrole da natureza. Isso pra voltar a fazer cenas de destruição, aquelas que são as responsáveis pela existência de pessoas que vão ao cinema só pra ver desastres. No entanto, há de se reconhecer que alguma coisa diferente acontece em O Dia Depois de Amanhã: na cena em que tornados destróem Los Angeles, por exemplo, é passada a sensação de que uma coisa realmente assustadora está sendo mostrada. Não, não é só por causa dos efeitos especiais (eles tão lá também, ótimos como sempre), mas o trabalho com a câmera, feito do ponto de vista do chão, é interessante. Sem contar que, no fundo, é legal pra caramba ver uma metrópole engolida por uma onda gigante, como acontece na Nova York do filme. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o discurso político? Que discurso político? Talvez até haja a intenção de se alfinetar os Estados Unidos, seja pelo vice-presidente cabeça-dura, seja pelos americanos tentando cruzar a fronteira e perdoando a dívida externa dos países latinos. Mas que isso soa superficial e oportunista durante todo o longa, não tenho dúvidas. Até porque em nenhum momento somos levados a ver como estão as coisas em outro lugar, como a Europa - bem, tirando as poucas seqüências com a turma de Ian Holm, que são nada perto do que se passa na terra do Tio Sam. Talvez tenhamos alguma propaganda ambientalista, mas só isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há nada muito profundo, nada que seja relevante de fato na produção. É um filme sobre milhões de pessoas morrendo, como muitos que existem e são feitos todos os anos em Hollywood. O negócio é que não é tão bobo quanto, sei lá, Impacto Profundo, um dos filmes que mais me arrependo de ter gastado tempo assistindo. Seus clichês e até sua previsibilidade são melhores trabalhados. Um ótimo filme-catástrofe, embora isso não signifique muita coisa. Só que, enquanto não temos feijão, eu prefiro comer arroz bom do que arroz ruim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://graphics7.nytimes.com/images/2004/05/27/arts/27DAY.390.jpg"&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: 48/100&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618678-108827990429626532?l=cinestranho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/108827990429626532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/108827990429626532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinestranho.blogspot.com/2004_06_01_archive.html#108827990429626532' title=''/><author><name>Aurelio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04040632578312912720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618678.post-108778222762690176</id><published>2004-06-20T22:43:00.000-03:00</published><updated>2004-06-20T22:43:47.626-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Chinatown&lt;/strong&gt;(1974)&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.yellowpopcorn.com/images/chinatown.jpg"&gt;&lt;br&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dirigido por:&lt;/strong&gt; Roman Polanski&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Com:&lt;/strong&gt; Jack Nicholson, Faye Dunaway, John Huston, John Hillerman, Burt Young, Perry Lopez, Diane Ladd, Darrell Zwerling, Roy Jenson, Joe Mantell, Bruce Glover, Richard Bakalyan, James Hong, Beulah Quo, Jerry Fujikawa, Roy Roberts, Noble Willingham, Rance Howard&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Indicado a:&lt;/strong&gt; 7 Golden Globe Awards (Melhor Filme de Drama*, Melhor Ator de Drama para Jack Nicholson*, Melhor Atriz de Drama para Faye Dunaway, Melhor Ator Coadjuvante para John Huston, Melhor Trilha Sonora para Jerry Goldsmith, Melhor Diretor para Roman Polanski*, Melhor Roteiro para Robert Towne*)  11 Oscars (Melhor Filme, Melhor Ator para Jack Nicholson, Melhor Atriz para Faye Dunaway, Melhor Direção de Arte, Melhor Montagem, Melhor Fotografia, Melhor Figurino, Melhor Som, Melhor Trilha Sonora para Jerry Goldsmith, Melhor Diretor para Roman Polanski, Melhor Roteiro Original para Robert Towne*)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com muita vergonha, admito que conheço pouquíssimo da filmografia de Roman Polanski. Dizem que é um gênio. Se é o caso, fico feliz por ele ter sido reconhecido recentemente pela Academia, com o Oscar de diretor por O Pianista, apesar de toda a confusão, dele não poder entrar nos Estados Unidos pra receber o prêmio - seu nome estava envolvido com pedofilia por aqueles lados, acho. Sei lá, não saber exatamente o que se passou só confirma a minha ignorância em relação a ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, faz algum tempo que despertou em mim alguma vontade de mudar isso. Sempre que ouço dizer que alguém é um gênio, é o mínimo que acontece, me dar essa vontade. E achei que Chinatown era um bom começo: o filme foi indicado a inúmeros prêmios (chegou a "roubar" o Golden Globe de O Poderoso Chefão 2), Los Angeles - Cidade Proibida sempre foi comparado com ele, e ainda tinha Jack Nicholson, um dos meus atores favoritos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nicholson, em um dos seus primeiros papéis realmente importantes, interpreta J.J. Gittes, um detetive particular, contratado por alguém se passando por Evelyn Mulwray (Faye Dunaway), com a missão de investigar seu marido, Hollis Mulwray, que supostamente cometia adultério. Aos poucos, Gittes se dá conta que Hollis está envolvido em algo muito maior: alguém está comprando terrenos secos baratos, cedendo água para eles, e depois revendendo por milhões de dólares, enquanto a cidade de Los Angeles se torna desértica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, toda a introdução tosca (os dois primeiros parágrafos) foram só pra explicar que eu não saberia de que maneira comentar Chinatown. Quer dizer...O filme é complexo, mas não é nem por isso. É que, em Chinatown, há um desenvolvimento lento da trama, bastante natural e ajustado, que é construído tão perfeitamente que não cansa. Por conhecer tão pouco de Polanski, eu não sei dizer se isso é característica dele ou se foi o excelente roteiro vencedor do Oscar, escrito por Robert Towne, que fez com que as coisas ficassem como ficaram. De qualquer jeito, é de se admirar a coragem que alguém tem de filmar assim em Hollywood, onde o público é tão impaciente. Imagino que a cena onde J.J. Gittes cantarola The Way You Look Tonight deve ter deixado o público de lá se contorcendo na cadeira, esperando alguma "emoção" (obviamente entre aspas, isso é muito relativo), que não viria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Água e poder em Los Angeles, que belo tema de se trabalhar. No entanto, muitos filmes policiais, especialmente nos anos 90, tinham temas maravilhosos e estavam abaixo de serem simplesmente medíocres. O que diferencia Chinatown é, em primeiro lugar, o excelente roteiro de Robert Towne. É composto de diversas, digamos, camadas, que são descobertas pelo espectador, sem nunca forçar nem querer causar aquelas grandes surpresas que sempre surgem pra salvar um filme do seu destino patético. Confiar na inteligência de quem vê, tá aí uma lição preciosa que é sempre ignorada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Towne entrega a Polanski personagens muito marcantes, cada um a sua maneira, pra serem trabalhados. J.J. Gittes está pra filmes noir como Pelé pro futebol, porque é o protagonista completo. Durão, insistente, realista, não deixa de ser sensível aos problemas dos outros e até romântico em certas ocasiões. Com texto escrito especialmente pra ser dito por ele, Jack Nicholson se mostra mais do que versátil, além de absurdamente carismático. Mas não há nem como dizer que o público deixa de se identificar com Evelyn, pois Faye Dunaway também é muito talentosa, e os acontecimentos mostram-na muito mais forte do que se imagina. Por fim, John Huston como Noah Cross é um grande vilão, tem motivações compreensíveis e, mesmo não tendo tanto tempo na tela, tem algum conflito profundo. "A maioria das pessoas não reconhece que, no lugar certo e na hora certa, são capazes de qualquer coisa", ele chega a dizer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha intenção não era falar muito sobre o longa, porque sabia que não conseguiria ressaltar as coisas que realmente importam nele. Com uma direção espetacular de Roman Polanski (será que é justo mesmo dizer que, anos mais tarde, ela inspiraria a de Curtis Hanson em Los Angeles - Cidade Proibida? As duas são geniais, mas não se parecem tanto), Chinatown é único, original e bastante esperto. Meu tipo de filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.countytheater.com/chint.gif"&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: 92/100&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618678-108778222762690176?l=cinestranho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/108778222762690176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/108778222762690176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinestranho.blogspot.com/2004_06_01_archive.html#108778222762690176' title=''/><author><name>Aurelio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04040632578312912720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618678.post-108734130926148434</id><published>2004-06-15T20:01:00.000-03:00</published><updated>2004-06-15T20:15:09.263-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Cazuza - O Tempo Não Pára&lt;/strong&gt;(2004)&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.cinemaemcena.com.br/cinemacena/figuras/cartaz/cazuza_01s.jpg"&gt;&lt;br&gt;&lt;strong&gt;Dirigido por:&lt;/strong&gt; Sandra Werneck e Walter Carvalho&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Com:&lt;/strong&gt; Daniel de Oliveira, Andréa Beltrão, Cadu Fávero, Marieta Severo, Reginaldo Faria, Débora Falabella, André Gonçalves, Leandra Leal, Emílio de Mello &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Dias sim/Dias não/Eu vou sobrevivendo sem um arranhão/Da caridade/De quem me detesta"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;(Cazuza - O Tempo Não Pára)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a sessão que peguei de Cazuza - O Tempo Não Pára, filme de Sandra Werneck e Walter Carvalho, que narra a trajetória de um dos cantores brasileiros mais populares dos anos 80, me encontrei refletindo sobre uma teoria meio boba: "filmes baseados em histórias reais recentes não dão muito certo". É até meio estúpido pensar assim, já que é só usar a rolagem aí pra descobrir o quanto gostei de O Informante, de Michael Mann, que envolvia acontecimentos, digamos, fresquinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que o que me levou a pensar assim foi o próprio Cazuza (o filme, não a pessoa). Por muitas vezes, ele tenta ser livre, tenta ir um pouco mais além da simples exibição do mito. Só que talvez por Frejat ainda estar na mídia, talvez pelo fato do Brasil (ainda) não ter esquecido do artista que dá título ao longa, talvez por ter sido algo que parece que aconteceu ontem, ou talvez simplesmente por ser um filme da Globo Filmes, tudo fica lá, na superfície. Dei tantos motivos pra isso porque é injusto dizer que Mann teve "mais peito" que Werneck e Carvalho: estes últimos apenas tinham uma tolerância menor pra trabalharem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok. O que se passa, todos sabemos (acredito eu): Cazuza (Daniel de Oliveira) é um garoto carioca, cheio de amigos, que começa a fazer sucesso com sua banda, o Barão Vermelho. Por ter crescido nos anos da ditadura no Brasil, ele quer se libertar, seja através das drogas, do sexo ou do rock 'n roll. Mas o rapaz não consegue se encontrar, pra desespero dos seus pais (Marieta Severo e Reginaldo Faria). Depois de contrair um vírus do qual ainda pouco se sabia, Cazuza se sente preso e cheio de restrições, e inicia-se então a decadência lenta e, simultaneamente, meteórica, de um ídolo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cazuza - O Tempo Não Pára não se arrisca a explicar a infância do cantor e letrista. Se por um lado, isso é bom, já que seria idiota tentar encontrar uma razão pra tudo ter ocorrido como ocorreu, por outro, não sei. Não seria essa mais uma tentativa de evitar problemas com os fãs? Seja lá o que for, os fãs ganham, porque retrata-se então o período mais interessante e conhecido dessa vida - claro que alguns fatos importantes não estão lá, mas falemos disso mais pra frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por enquanto, vamos apelar pra o que já foi dito mil vezes: Daniel de Oliveira dá um show. Ótima atuação. Ao mesmo tempo que encarna um personagem real, Daniel cria seu próprio Cazuza. Seus vícios, seus gestos, eles não só desenterram a lenda, eles também constróem algo inédito, algo novo. Marieta Severo e Reginaldo Faria também se saem bem, embora tenham poucas chances de demonstrar seu talento, porque tudo gira de fato em torno de Daniel. Cadu Fávero, como Frejat, é outro bom ator, num papel não tão fácil assim (não é nenhum Salieri, mas há uma certa ambigüidade de sentimentos em relação a Cazuza).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como um filme sobre esse cara não fala sobre Ney Matogrosso, ou sobre a entrevista à Marília Gabriela onde ele confessou ter AIDS? Pois é, são só algumas das coisas que foram esquecidas. O filme se mantém muito certinho, sem explorar aspectos da vida de Cazuza que ainda não foram explorados. É uma história que muita gente já conhece, recontada, agora no cinema. Embora os diretores tentem se libertar dos grilhões da obviedade, convenhamos que uma cena de homossexualismo aqui, uma cena de usuários de drogas ali, um filho xingando a mãe acolá, não constituem um estudo do homem. O roteiro, recheado de diálogos fracos querendo soar grandes, é basicamente feito disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que, apesar dessas falhas graves, não é um filme ruim. Tem mais acertos do que erros, porque, como diversão, funciona. O ritmo frenético do início (as coisas acontecem muito, muito rápido) não é exatamente ruim, embora, depois que o filme bota o pé no freio, pareça deslocado. Como cinebiografia, não é nada inovador mesmo. Só que, ao escrever isso, me pego tentando lembrar de alguma cinebiografia que fosse, e são poucas. Por fim, é algo pra fã: é até legal ver tanta gente cantarolando baixinho, e o longa investe bem na excelente discografia de Cazuza. Poderia ter sido melhor, mas está acima do que eu esperava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://adorocinema.cidadeinternet.com.br/filmes/cazuza/cazuza05.jpg"&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: 53/100&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618678-108734130926148434?l=cinestranho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/108734130926148434'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/108734130926148434'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinestranho.blogspot.com/2004_06_01_archive.html#108734130926148434' title=''/><author><name>Aurelio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04040632578312912720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618678.post-108709156749019060</id><published>2004-06-12T22:49:00.000-03:00</published><updated>2004-06-12T22:52:47.490-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Então, eu tinha prometido melhorar, e ia começar postando um review de Chinatown, do Polanski, que não, nunca assisti. Mas aí...Sabe quando você tem tanta coisa pra fazer, que até esquece que tinha alugado filme? Então, vou ter que alugar de novo alguma outra vez. Enfim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só pra não deixar isso aqui às moscas, e só porque eu achei engraçado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"It's the biggest overreaction since Joe Pesci shot Spider in GoodFellas"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou em português claro:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;em&gt;"É a reação mais exagerada desde que Joe Pesci atirou no Spider em Os Bons Companheiros"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Colin Quinn, do Saturday Night Live, falando sobre a possibilidade de Bill Clinton sofrer um impeachment por causa de suas...relações com uma estagiária)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618678-108709156749019060?l=cinestranho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/108709156749019060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/108709156749019060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinestranho.blogspot.com/2004_06_01_archive.html#108709156749019060' title=''/><author><name>Aurelio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04040632578312912720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618678.post-108665048820865036</id><published>2004-06-07T20:08:00.000-03:00</published><updated>2004-06-07T20:21:28.210-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Caramba, que falta de atualização por aqui. Bom, depois do feriado, prometo tentar melhorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban&lt;/strong&gt;(Harry Potter and The Prisoner of Azkaban, 2004)&lt;br /&gt;&lt;img src="http://images.rottentomatoes.com/images/movie/allposters/153/841419_rt.jpg"&gt;&lt;br&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dirigido por:&lt;/strong&gt; Alfonso Cuarón &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Com:&lt;/strong&gt; Daniel Radcliffe, Emma Watson, Rupert Grint, Michael Gambon, Maggie Smith, Alan Rickman, Warwick Davis, Miriam Margolyes, Kenneth Branagh, David Thewlis, Robbie Coltrane, John Cleese, Gary Oldman&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, então, eu nunca li um livro do bruxo adolescente mais famoso do mundo. Mas sempre ouvi falar que o terceiro da série escrita pela britânica J.K. Rowling era o melhor e, bem, ao menos o preferido de boa parte dos fãs ele é. Harry Potter acabou fazendo bastante barulho no cinema também, com os lançamentos de A Pedra Filosofal e A Câmara Secreta, em 2001 e 2002, respectivamente. Portanto, ficou difícil pra eu continuar, digamos, ignorando o fenômeno apelidado de "Pottermania".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, sempre achei os dois primeiros filmes fracos. Chris Columbus não está entre meus diretores favoritos, muito pelo contrário, e deve ser uma tarefa dificílima produzir algo interessante e criativo quando você sabe que há milhões de pessoas rezando pra que o filme seja o mais fiel possível ao livro em que é baseado, e pior ainda se uma dessas pessoas for a própria escritora dele. Sim, mas não é impossível: Peter Jackson fez algo maravilhoso com sua trilogia O Senhor dos Anéis, e devem existir outros exemplos. Sim, até assistir O Prisioneiro de Azkaban, a tal Pottermania ainda era estranha demais pra mim, já que não via nada demais ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse terceiro filme, Columbus resolveu ficar só como produtor, e dar a chance de uma vida pra Alfonso Cuarón, já conhecido por trabalhos como A Princesinha e E Sua Mãe Também. Seria ele então o diretor, e, quando fiquei sabendo, gostei. Em O Prisioneiro de Azkaban, Cuarón pegaria o universo já apresentado por Columbus e iria em frente, contando agora a história de Sirius Black (Gary Oldman), um perigoso bruxo que, foragido, está à procura de Harry Potter (Daniel Radcliffe), pra que possa terminar o que começou há vários anos atrás, quando matou os pais do garoto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As coisas mudaram, acho que isso fica bastante claro pra qualquer um que tenha visto os anteriores e vá conferir esse aqui. Pra começo de conversa, tudo está mais sombrio, só que agora sombrio de verdade (digo isso porque era o que comentavam de A Câmara Secreta, mas todos sabemos que ele não era muito diferente de A Pedra Filosofal): não há mais, ainda bem, aquele clima de fascinação por Hogwarts e tudo o que envolve os bruxos. Talvez por já ser a terceira parte, e já no livro era assim, ou talvez porque Cuarón simplesmente sabia que isso não funcionaria novamente.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que temos aqui é um filme de personagens, apoiado neles e só neles - sim, lá estão efeitos especiais, direção de arte caprichada, etc. e tal, mas não é nada como o mundo um tanto plástico e vazio que Chris Columbus nos exibiu. Aliás, ok, estou sendo injusto: a parte visual do filme é ótima, mas ela acompanha o tom da trama, que é, em grande parte, ditado pelas estranhezas e peculiaridades dos personagens. Exageros? Até vemos alguns, mas são mais sutis. De fato, até John Williams me pareceu menos repetitivo e trouxe uma boa trilha sonora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ainda bem, ainda bem mesmo que Alfonso Cuarón soube dirigir seus atores. Porque, se no primeiro filme, era um tanto indigesto ver Radcliffe atuando, aqui nem parece a mesma pessoa. Tá certo, o rapaz tá amadurecendo, mas talvez ainda não estivesse pronto pra carregar todo um filme nas costas (que é o que acontece em Prisioneiro de Azkaban). Não, não, aqui é totalmente diferente: ele está inclusive mais "tridimensional", se é que vocês me entendem, que Rupert Grint e Emma Watson, que, apesar disso, não estão ruins. Gary Oldman, nos pouquíssimos minutos que aparece, mostra porque é brilhante. Atuação digna de Oscar (de ator coadjuvante, claro), mas isso já é outro assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, talvez seja como A. O. Scott, do New York Times, disse em sua crítica: esse é o primeiro filme do bruxo que parece realmente um filme, em vez de uma leitura do livro com alguns efeitos especiais. Por isso, pode decepcionar quem espera que tudo que Rowling escreveu esteja presente. Muitas coisas ainda podem ser melhoradas, o diretor não parece ter obtido liberdade total, mas há ritmo, ação, diálogos e situações interessantes na medida certa. É um filme divertido, e muito menos raso. Vamos ver o que Mike Newell, que irá dirigir o próximo (Harry Potter e o Cálice de Fogo), fará. Até agora, Azkaban é o melhor - fácil, fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://news.bbc.co.uk/media/images/39368000/jpg/_39368221_potter3web.jpg"&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: 67/100&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618678-108665048820865036?l=cinestranho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/108665048820865036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/108665048820865036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinestranho.blogspot.com/2004_06_01_archive.html#108665048820865036' title=''/><author><name>Aurelio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04040632578312912720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618678.post-108613241315063126</id><published>2004-06-01T20:14:00.000-03:00</published><updated>2004-06-01T20:35:14.020-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Kill Bill - Vol. 1&lt;/strong&gt;(2003)&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.naturalbornviewers.com/archive/k/killbill/poster.jpg"&gt;&lt;br&gt;&lt;strong&gt;Dirigido por:&lt;/strong&gt; Quentin Tarantino&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Com:&lt;/strong&gt; Uma Thurman, Lucy Liu, Vivica A. Fox, Chiaki Kuriyama, Sonny Chiba, Gordon Liu, David Carradine, Michael Madsen, Daryl Hannah&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Indicado a:&lt;/strong&gt; 1 Golden Globe Award (Melhor Atriz de Drama para Uma Thurman)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Bang bang, he shot me down/Bang bang, I hit the ground/Bang bang, that awful sound/Bang bang, my baby shot me down"&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;(Nancy Sinatra - Bang Bang)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há nada mais clichê do que começar um texto sobre o primeiro volume da nova história trazida por Quentin Tarantino às telas com uma citação à essa música. Porém, acho que pra quem só teve a oportunidade de ver o filme praticamente um mês depois dele ter estreado no Brasil (sem mencionar quantos meses fazem desde a estréia americana), não é nada tão absurdo. E o pior é que toda essa demora não foi por vontade própria: o longa só abriu aqui pela minha cidade semana passada, com a censura estranha de 18 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não, não é nada que não tenha valido a pena esperar: depois de um bom tempo longe da cadeira de diretor, Tarantino retornou com praticamente tudo que se poderia esperar dele - e um pouco mais. Misturando referências de maneira deliciosa (e não de maneira que quem não sabe do que se trata, se sente perdido), passeando por vários estilos com competência, e jogando com as coisas com seu humor negro de sempre. Da cena inicial, em preto e branco e ao som de uma respiração acelerada, até a cena final, que deixa qualquer um maluco de vontade de voltar aos cinemas (o Volume 2 estréia em Outubro, não?) pra ver como as coisas vão se resolver, Kill Bill é um filme &lt;i&gt;cool&lt;/i&gt;. Entenda isso como quiser. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A trama não parece e talvez não seja nada profunda: no dia do seu casamento, a Noiva (Uma Thurman), cujo nome não nos é revelado nessa metade da saga, é atacada por pessoas de um grupo conhecido como Víboras Mortais, do qual ela costumava fazer parte. Só que, ao contrário do que o homem que ordenou tudo isso, um tal de Bill (que não tem sua face mostrada ainda, mas todos sabemos e até os créditos nos dizem que é David Carradine), esperava, ela não morreu. Após passar 4 anos em coma, a moça está disposta a se vingar de cada uma das pessoas que fez isso com ela, sem descansar - até que o último deles tenha morrido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, sim, este é um filme do homem por trás de Cães de Aluguel, como essa sinopse paupérrima já deixa claro. Violento sim, mas a violência não é ofensiva nem pode ser levada muito a sério. Claro, ou alguém perde uma mão e jorra sangue sem parar, chegando até a fazer barulho de chuveiro? É sim questionável a censura de 18 anos: não que seja exatamente um filme pra levar a criançada pra ver, mas é muito menos sério do que A Paixão de Cristo, por exemplo, que recebeu uma censura de 14 anos, e ainda mexia com um tema mais, digamos, forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algo que eu gostei bastante em Kill Bill e que li em poucos textos alguma coisa sobre é Uma Thurman, a Noiva (que, diga-se, é um papel tão incrível e memorável quanto um Indiana Jones ou um Luke Skywalker), que acerta muito na sua atuação. Não há um olhar que transmita tanto ressentimento (olhar esse que recebe atenção especial da câmera, assim como os pés da moça, mas essa já é outra história, e sim, eu vou colocar uma dezena de parênteses nesse review), nem uma voz que pareça conter tanta dor, e talvez isso seja muito, muito importante, mesmo que pouca gente acabe prestando atenção. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Epa, mas como que esse filme é isso tudo aí? Não é só uma bobagenzinha, sobre uma garota que luta com espadas e decepa uns japoneses, numas cenas de ação legaizinhas?", alguém pode perguntar. E não, não é só uma bobagenzinha, porque o cinema de Tarantino é humano, embora pra muita gente isso não fique claro. Nesse, ele se aproveita de uma montagem sensacional de Sally Menke e de uma fotografia linda de Robert Richardson, pra esconder ainda mais o que quer dizer. Portanto, não há diálogos recheados de cultura pop, e sim todo um visual de filme B de Honk Kong (com um anime violento e belíssimo, inclusive, lá pro meio), que tornam a experiência divertida, pra quem só procura olhar pro que está na superfície, e pra quem não faz isso também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na trilha sonora, é sabida a competência do cara, escolhe as músicas certas pros momentos certos, e nesse Volume 1 as coisas continuam assim. "Battle Without Honor Or Humanity", "Twisted Nerve", "Don't Let Me Be Misunderstood", está tudo lá, em seu lugar, servindo de fundo pros rios vermelhos que escorrem da tela. Tentei evitar encerrar assim, mas não dá: Kill Bill - Vol. 1 é praticamente o Pulp Fiction da nossa época, ainda que o Pulp Fiction da nossa época seja o próprio Pulp Fiction.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vamos rezar pra que a Lumiére não adie muitas vezes o Volume 2.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.movie-source.com/stills/660_4.jpg"&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: 90/100&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Pois é, durante Kill Bill, não senti fome.     &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618678-108613241315063126?l=cinestranho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/108613241315063126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/108613241315063126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinestranho.blogspot.com/2004_06_01_archive.html#108613241315063126' title=''/><author><name>Aurelio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04040632578312912720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618678.post-108583759544813619</id><published>2004-05-29T10:19:00.000-03:00</published><updated>2004-05-29T10:33:15.450-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;O Informante&lt;/strong&gt;(The Insider, 1999)&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.remotecentral.com/dvd/insider-1.jpg"&gt;&lt;br&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dirigido por:&lt;/strong&gt; Michael Mann&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Com:&lt;/strong&gt; Al Pacino, Russell Crowe, Christopher Plummer, Diane Venora, Philip Baker Hall, Lindsay Crouse, Debi Mazar, Stephen Tobolowsky, Colm Feore, Bruce McGill, Gina Gershon, Michael Gambon, Rip Torn, Lynne Thigpen, Hallie Kate Eisenberg&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Indicado a:&lt;/strong&gt; 5 Golden Globe Awards (Melhor Filme de Drama, Melhor Ator de Drama para Russell Crowe, Melhor Roteiro para Michael Mann e Eric Roth, Melhor Trilha Sonora para Peter Bourke e Lisa Gerrard, Melhor Diretor para Michael Mann), 7 Oscars (Melhor Filme, Melhor Ator para Russell Crowe, Melhor Montagem, Melhor Fotografia, Melhor Som, Melhor Roteiro Adaptado para Michael Mann e Eric Roth, Melhor Diretor para Michael Mann)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tinha uma professora de inglês que fazia umas traduções pra um fabricante de cigarros, ela e o marido britânico. Ambos tinham assinado um contrato de sigilo com a empresa. O que significa que, sobre algumas coisas, jamais poderiam abrir a boca. No entanto, ela comentava na sala, em especial pra uma adolescente que estudava com a gente e que fumava muito, que se ela soubesse algumas das sujeiras das companhias de tabaco, ela jamais acenderia outro cigarro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou moralista, acho. Se o cara quer fumar, que fume, a saúde é dele. Isso é, desde que respeite quem não é fumante e tudo mais, essa ladainha que você aprende no primário, mas que não deixa de ser verdadeira. Certo. No entanto, é estranho notar que os fabricantes dessa droga estão numa boa, sempre, com a justiça. Citando um diálogo do filme a ser comentado, a GM e a Ford podem levar uns processos pela explosão de algum carro. Agora, as empresas de tabaco, mesmo o cigarro causando uma série de doenças e matando números incríveis de pessoas por ano, sempre saem ilesas. Mas o que elas têm a esconder, que precisam de um contrato assinado com seus tradutores, pra que tudo que eles façam fique só entre os empregados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se a intenção de Michael Mann e Eric Roth era de investigar isso, quando resolveram sentar pra escrever O Informante. Baseado num artigo real de nome "The Man Who Knew Too Much", ou "O Homem que Sabia Demais", da revista Vanity Fair, essa é a história de Jeffrey Wigand (Russell Crowe), ex-cientista da Brown &amp; Williamson, uma grande empresa de tabaco, que está disposto a, lentamente, abrir o bico. Quem pretende estar lá, na hora certa, pra registrar isso, é Lowell Bergman (Al Pacino), produtor do programa 60 Minutes do canal CBS. Enquanto Wigand enfrenta ameaças por parte dos ex-colegas de trabalho, Bergman enfrenta o departamento judiciário da CBS, que não quer se envolver com tudo isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O roteiro de Mann e Roth é excelente, de gente que sabe fazer cinema, e mais, de quem sabe muito bem onde quer chegar. Não só engloba todos os fatos envolvidos no caso, levantando boas questões sobre omissão de informação (no caso, informação extremamente importante, já que supostamente seria algo relacionado à saúde de quem consome os cigarros da Brown &amp; Williamson), como também trata o espectador de maneira inteligente. Pra um drama real sem grandes surpresas, ter um bom roteiro é essencial, acredito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bastante interessante, também, notar que Mann, com uma história polêmica em mãos, não dirige O Informante de maneira convencional. Talvez não tivesse ficado ruim se ele jogasse as coisas normalmente, como quase todo diretor americano faz, mas ele evitou esse que seria o caminho mais seguro. Portanto, os acontecimentos se seguem com alguma rapidez, vários personagens são explorados simultaneamente, e talvez isso possa confundir quem só espera um filme divertido de ação. Ação, suspense, drama, sei lá, tudo isso está no longa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dupla de atores é um ponto altíssimo de O Informante. Essa é, possivelmente, a melhor atuação de Russell Crowe. Em nenhum momento identifiquei em Wigand os vícios que o ator costuma ter. Aliás, tudo que consegui desenvolver foi o respeito por esse seu trabalho, porque todo o tempo, na tela, quem está lá é um ator dedicado e criativo, que passa tudo que Mann provavelmente queria passar com o personagem. Já Al Pacino, esse costuma sempre dispensar comentários. Já provou ser um gênio, e, pra ele, o prazer em atuar deve ser mais ou menos como o da Madonna em fazer tours. Aquele negócio de se reinventar. E ele se dá muito bem. Há uma cena onde ele fica revoltado, e...Bem, talvez esse negócio de ficar revoltado seja muito fácil pra um ator, já que grito é sinal de boa atuação pra quem não entende muito do assunto, e ninguém devesse admirar tanto isso. Mas é que o cara faz isso de maneira espetacular, merecia o Oscar de Melhor Revolta do Ano - se ele existisse, é claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, o que me conquistou mesmo em O Informante foi o fato de que ele não é só um filme investigativo, como andei lendo por aí, mesmo mexendo num vespeiro enorme, com um acontecimento recente e tudo mais. Portanto, não funciona como documentário, ou só como isso; é também um ótimo drama, bem dirigido, bem atuado, com uma trilha sonora incrível. Não sei se pode-se cobrar muito mais do que isso de uma realização cinematográfica.  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/Hollywood/Cinema/1501//images/jwhotel.jpeg"&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: 80/100&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618678-108583759544813619?l=cinestranho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/108583759544813619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/108583759544813619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinestranho.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108583759544813619' title=''/><author><name>Aurelio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04040632578312912720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618678.post-108532647117693386</id><published>2004-05-23T12:22:00.000-03:00</published><updated>2004-05-23T12:34:31.176-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Tróia foi de fato o último filme que vi no cinema. Mas odeio blogs que ficam muito tempo sem atualizar, como esse. Então, bem, me vejo forçado a escrever, em negrito: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;OS FILMES DO TARANTINO ME DÃO FOME!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que eu sou meio...americanizado demais, acho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Cães de Aluguel, o Mr. Blonde me aparece com aquele copo típico de fast foods. Adoro fast foods. Me lembro de ter ficado com vontade de beber algo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Pulp Fiction, toda a seqüência do "Royale With Cheese" me deixou com fome. Aquele hamburger gorduroso, hm...De um fast food havaiano, não? Mais pra frente, ainda tem o milk shake de 5 dólares e tal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Jackie Brown, tem toda uma parte numa praça de alimentação de um shopping. Pô, tem lugar mais perfeito pra instalar um fast food que uma praça de alimentação de um shopping? Me lembro sim de ter ficado com vontade de correr pro shopping mais próximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, não vi Kill Bill. Mas me pergunto se isso é bom ou ruim, isso de me dar fome. Acho que...É ruim. Primeiro que comida de fast food não é nada legal (aliás, alguém mais tá louco de vontade de ver Super Size Me, aquele documentário sobre o cara comendo um mês inteiro só no McDonald's?). Segundo que...Bem, se você lembra que tá com fome, significa que não tá prestando tanta atenção no que se passa na tela, né? E nem tem motivo pra isso, pra dispersão da sua atenção, já que, putz, é um filme do Tarantino. Mas assim sou eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hã. Sim, é só isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618678-108532647117693386?l=cinestranho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/108532647117693386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/108532647117693386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinestranho.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108532647117693386' title=''/><author><name>Aurelio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04040632578312912720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618678.post-108490605937921155</id><published>2004-05-18T15:30:00.000-03:00</published><updated>2004-05-18T15:47:39.380-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Tróia&lt;/strong&gt;(Troy, 2004)&lt;br /&gt;&lt;img src="http://images.rottentomatoes.com/images/movie/allposters/153/501998_rt.jpg"&gt;&lt;br&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dirigido por:&lt;/strong&gt; Wolfgang Petersen&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Com:&lt;/strong&gt; Brad Pitt, Eric Bana, Peter O'Toole, Orlando Bloom, Diane Kruger, Brian Cox, Brendan Gleeson, Sean Bean, Julie Christie, Saffron Burrows, Garrett Hedlund, Tyler Mane, Rose Byrne&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2000, quando a carreira de Ridley Scott estava mais pra baixo que a de Michael Jackson, e Russell Crowe era um ator promissor, com boas atuações em Los Angeles - Cidade Proibida e O Informante, eles resolveram fazer barulho. Isso é, através do lançamento de Gladiador. Depois desse filme, Scott voltou a ser considerado um grande diretor, assim como Crowe passou de vez de "ator de papéis menores" pra "grande astro". Gladiador levou ainda alguns Oscars, inclusive o de melhor filme, mas seu maior feito talvez tenha sido ressuscitar os épicos em Hollywood - até porque sua qualidade é bastante questionável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas um épico pode ser uma bomba tão grandiosa quanto os gastos em sua produção. Ao ver o primeiro trailer de Tróia, não acreditei que pudesse sair grande coisa: aqueles navios enfileirados eram bonitos de se ver, mas era só isso mesmo que me atraía. Orlando Bloom e o diretor de Mar em Fúria num filme baseado em A Íliada, de Homero? Tremi ainda mais quando soube que, pouquíssimo tempo antes do lançamento do longa, a trilha de Gabriel Yared havia sido substituída às pressas pela de James Horner, só porque a de Yared era bem estilizada e diferente, ao contrário da música-genérica-pra-blockbusters de Horner. Era só mais uma prova de que esse filme não era pra ser levado mesmo a sério. Portanto, confesso: me surpreendi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Páris (Orlando Bloom) e Heitor (Eric Bana) estão em Esparta, promovendo a paz entre a cidade e Tróia, onde são príncipes. No entanto, Páris acaba se envolvendo com a mulher do Rei Menelau (Brendan Gleeson), a bela Helena (Diane Kruger), e leva-a pra Tróia. Menelau, furioso, vai até o irmão, o Rei Agamenon (Brian Cox), que se aproveita da situação pra declarar guerra entre a Grécia e a cidade de Páris. Depois de uma conversa com Ulisses (Sean Bean), Aquiles (Brad Pitt), provavelmente o melhor guerreiro grego, aceita ajudar, mas por razões próprias: ele quer que seu nome seja lembrado muitos anos depois, que sua glória seja imortal. A maior guerra que o mundo veria está pra começar... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, então o roteirista David Benioff resolveu trabalhar livremente, sem se prender muito à Ilíada. Isso não traz prejuízos, só uma visão diferente: ao eliminar a presença dos deuses, deixando que eles só sejam citados, mais como crença do que como fato, ele dá alguma "realidade" ao filme, humanizando mais os acontecimentos da guerra. Claro, essa realidade é entre aspas, porque mesmo não havendo aparições das divindades, há toda uma romantização hollywoodiana, que nem é tão boa assim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Tróia não decepciona, ou não decepciona completamente. Todos os seus clichês de superprodução funcionam, ou quase todos. Os figurinos lembram muito os velhos épicos norte-americanos, dando um clima legal. A fotografia e a direção de arte também não deixam a desejar. Já a direção de Wolfgang Petersen é bem acertada: embora não muito criativo, ele não exagera em nenhuma parte (particularmente, gostei das lutas no mano a mano, bem filmadas). Aliás, é interessante ver o tratamento que o diretor dá a Aquiles com sua câmera - simplesmente constrói toda a figura do herói na imagem de Brad Pitt, não só pra fazer as menininhas da platéia delirarem, mas pra dar sua visão do personagem. Provavelmente, o maior acerto do diretor, e ele faz algo parecido com a Helena de Diane Kruger, embora em menor escala, já que ela não tem tanto tempo na tela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas parece que só visualmente Aquiles e Helena funcionam. Brad Pitt está apagado, maneirista demais, e com expressões faciais fracas. Eu não o considero um ator ruim, ao contrário da maioria das pessoas, mas parece que, com um papel desses, ele se perdeu. Não está mal, mas falta algo. Melhor que Orlando Bloom, ao menos, que atua mais uma vez mediocremente, e com um personagem desses, só parece mais apático ainda. Embora tenhamos um bom Peter O'Toole (o que não é novidade) e um ótimo Sean Bean como coadjuvantes, o elenco se sai bem abaixo do nível que um filme desses exige. Eric Bana, esse sim, demonstra talento, sendo provavelmente o melhor ator do filme. Heitor, acredito, é até menos profundo que Aquiles ou Páris, mas Bana imprime carisma e força nele, e o faz de maneira bem satisfatória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, dói um pouco ver que a pretensão de todo mundo envolvido era mesmo faturar: o filme acaba, você até sai feliz, mas só. Tudo bem, supera fácil o já citado Gladiador, só que é tão certinho dentro do que se propõe, que dá a impressão de ser só mais uma produção esquecível. A trilha sonora de Horner, tão previsível, contribui, e muito, pra isso. Mas acho que o problema é mais profundo. Enfim, melhor não reclamar: se fosse um longa com muitas ambições, como parecia ser no trailer, teria sido muito pior. Ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.filmzonen.dk/images/pictures/news/2194.jpg"&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: 52/100&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618678-108490605937921155?l=cinestranho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/108490605937921155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/108490605937921155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinestranho.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108490605937921155' title=''/><author><name>Aurelio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04040632578312912720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618678.post-108457899696660899</id><published>2004-05-14T20:46:00.000-03:00</published><updated>2004-05-14T20:56:36.966-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Van Helsing - O Caçador De Monstros&lt;/strong&gt;(Van Helsing, 2004)&lt;br /&gt;&lt;img src="http://images.rottentomatoes.com/images/movie/allposters/153/821409_rt.jpg"&gt;&lt;br&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dirigido por:&lt;/strong&gt; Stephen Sommers&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Com:&lt;/strong&gt; Hugh Jackman, Kate Beckinsale, Richard Roxburgh, David Wenham, Will Kemp, Shuler Hensley, Kevin J. O'Connor, Elena Anaya, Josie Maran, Silvia Colloca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Monstros: o cinema americano sempre foi ligado a eles. Ao menos, o antigo cinema americano. Mas eles foram uma vez bastante populares, e filmes e mais filmes foram feitos, principalmente sobre o trio Lobisomem-Frankenstein-Drácula, todos personagens da Universal Studios. Pra qualquer fã dos feiosos, um filme que reúne os três seria um sonho, não? Bem, não sou fã, mas acho que posso dizer que Van Helsing não deve ter preenchido as expectativas de quem é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Stephen Sommers. Ah, sim, o diretor de A Múmia. Ele é o homem por trás do projeto, dirigiu e assinou o roteiro. Já disse uma vez que gostaria de fazer um filme onde tudo que estaríamos vendo seria uma conversa entre duas pessoas numa praia, ou coisa assim. "Mas não seria legal se, no meio disso, uns monstros chegassem e destruíssem tudo?". Quebra um pouco a expectativa ouvir isso, não? Sommers não esconde sua paixão pelo estilo de cinema de superproduções. Não gosto de uma coisa sobre isso: nunca sabemos quando o diretor está levando a coisa a sério e quando não está.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse longa, temos Van Helsing (Hugh Jackman), um caçador de monstros. Claro, o título no Brasil entrega isso. Ele deve fazer o trabalho de Deus, ou alguma coisa do tipo, sendo manipulado pelo Vaticano. Legal, uma espécie de Homem-Aranha daquela época. Ou melhor, Batman, porque é incrível a quantidade de equipamentos cool que o cara tem, lembrando bastante o morcego. Enfim, junto com seu amigo Carl (David Wenham), ele é enviado pra Transilvânia, onde deve ajudar Anna Valerious (Kate Beckinsale) a matar o Conde Drácula (Richard Roxburgh) e acabar com a maldição da família da moça, que não passaria pelos portões de São Pedro, aqueles que guardam o Céu, caso o vampiro não fosse assassinado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo. A cena inicial de Van Helsing, em preto-e-branco, faz parecer que o que temos pela frente é realmente um bom filme: uma homenagem mais sincera que todo o resto do longa aos antigos filmes sobre monstros. Infelizmente, Sommers parece ter usado toda sua inspiração logo aí, e essa é a melhor cena que tem pra nos apresentar. Depois, tudo que vemos são efeitos especiais incríveis, e uma história que tem pouco a dizer. Aliás, como filme que reúne a trindade de ouro dos filmes de terror, muita coisa é desperdiçada. O único bem desenvolvido é Drácula, e suas noivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que, na minha modesta opinião, não ficaram legais. As atuações são bem forçadas, a ponto de irritar. As noivas do Drácula que o digam, berrando e berrando sem razão aparente. O próprio vilão é tão afetado, tão bobo, que prejudica bastante quem quer torcer pelo bad guy. De fato, ficamos sem ter pra quem torcer, porque Van Helsing é interpretado por um Hugh Jackman apático, bem diferente daquele que nos acostumamos a ver. Kate Beckinsale...é Kate Beckinsale. Nesse, ela nem atrapalha tanto, talvez por estar cercada de gente que faça isso por ela. A melhor atuação acaba sendo de David Wenham, o Faramir de O Senhor dos Anéis, que mesmo com um texto fraco, consegue cativar - não muito, mas o suficiente pra que eu me importasse com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O romance entre Anna e o protagonista parece só atrasar as coisas, além de ser clichê em quase todos os seus momentos. O roteiro de Sommers, bem como sua direção, só privilegia as partes que parecem pré-fabricadas pra fazer o espectador saltar da cadeira. E falha nisso. Mr. Hyde é jogado fora numa seqüência boba, e nada feito com o Lobisomem desperta algo além de "legal, hein". Van Helsing acaba parecendo vazio, fraco, looooongo. Só vamos esperar que não vire uma franquia, porque as coisas costumam piorar nas continuações...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.omelete.com.br/imagens/cinema/news/van_helsing/van_jackman.jpg"&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: 37/100&lt;/strong&gt;                          &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618678-108457899696660899?l=cinestranho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/108457899696660899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/108457899696660899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinestranho.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108457899696660899' title=''/><author><name>Aurelio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04040632578312912720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618678.post-108431723674964247</id><published>2004-05-11T19:57:00.000-03:00</published><updated>2004-05-13T20:17:19.976-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Diários de Motocicleta&lt;/strong&gt;(2004)&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.cinemark.com.br/filmes/685/photo1.jpg"&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dirigido por:&lt;/strong&gt; Walter Salles&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Com:&lt;/strong&gt; Gael García Bernal, Rodrigo de la Serna, Mía Maestro, Susana Lanteri, Mercedes Morán&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora Diários de Motocicleta não esteja exatamente fazendo um discurso político, é de se admirar que finalmente se faça um filme falando de um revolucionário latino-americano. Tudo bem, é estranho ver escrito nos créditos finais de um filme desses algo como "produtor ejecutivo: Robert Redford". Mas em tempos de gente sem terra em seu próprio país, é louvável que alguém se preocupe em retratar uma parte que seja da vida de uma pessoa como Che Guevara - o real, não o que é vendido em camisetas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baseado nos diários que Ernesto Guevara de la Serna, o "Che" (ou "El Fuser", como você ouvirá bastante durante o longa), escreveu durante sua viagem pela América do Sul, Diários de Motocicleta esteve em Sundance e participará do Festival de Cannes. O filme é dirigido por Walter Salles, do indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro Central do Brasil, e já tem site americano especulando que agora Salles poderá receber uma indicação na categoria de diretores. O que é estranho: os americanos são extremamente paranóicos em relação a Guevara. Comprovei isso dando uma olhadinha na página do filme no IMDB, e lá as coisas quase ficaram feias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como já disse, não é um discurso político, nada do tipo "vamos-ser-comunistas-e-tudo-ficará-bem". Nada mais é do que a história de Ernesto (Gael García Bernal) e Alberto Granado (Rodrigo de la Serna), dois amigos que resolvem percorrer uma boa parte da América do Sul, na companhia da simpática motocicleta de nome La Poderosa, partindo de Buenos Aires, na Argentina, e indo até San Pablo, no Peru, onde fica o leprosário que pretendem visitar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Narrado como uma "aventura na estrada", de uma maneira parecida com Central do Brasil, o filme tem um desenvolvimento muito interessante e devo dizer que nos primeiros momentos não esperava muito dele. É que Salles gosta, ou parece gostar, de que vejamos as coisas do ponto de vista dos seus personagens. Assim, no início, diversão e algumas boas risadas são quase garantidas. Mas é só Ernesto começar a prestar mais atenção no povo, e a nossa visão de toda aquela terra é aprofundada. O ritmo é ótimo, sem reclamações aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há como negar que o diretor se aperfeiçoe cada vez mais tecnicamente. Em Diários de Motocicleta, várias tomadas de Salles são verdadeiras pinturas, que não só denunciam a pobreza, a tal "gente sem terra em seu próprio país" citada previamente, como também exibem a riqueza natural americana. Fotografia digna de nota. Ainda há o roteiro que ajuda bastante, sem forçar, sem choros compulsivos, sem exageros que prejudiquem. Os diálogos são leves, ainda bem (aliás, sou só eu que penso assim, ou o castelhano é uma língua maravilhosa, mesmo nos seus palavrões?). Com tudo isso, a duração parece ser bem menor, e as coisas fluem agradavelmente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gael García Bernal está ótimo. Sua interpretação é acertadíssima, em momento algum soando falsa. Ah, aqueles ataques de asma...A escolha do ator pro papel foi muito bem pensada, justamente por se tratar de um filme onde tudo é visto através de seus olhos; seu Guevara passa da ingenuidade pra indignação contida, numa mudança bem real. A química com Rodrigo de la Serna é muito boa, e deve ser levado em conta também o talento deste, cujo personagem rouba muitas cenas, sendo extremamente carismático e trazendo um tom de humor que se mostra bastante necessário.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Maduro, bonito e exalando um espírito latino raro no cinema - isso é, ao menos pra mim é raro -, Diários de Motocicleta ainda é fechado de um jeito sublime, com imagens do verdadeiro Alberto Granado, vivo até hoje. Tá certo, toda crítica tem mencionado isso, mas vou fazer o quê? É bem legal mesmo, assim como as fotos reais colocadas nos créditos finais. Dá pra ver o cuidado com a caracterização física dos atores. Belo filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://adorocinema.cidadeinternet.com.br/filmes/diarios-de-motocicleta/diarios-da-motocicleta09.jpg"&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: 75/100&lt;/strong&gt;          &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618678-108431723674964247?l=cinestranho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/108431723674964247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/108431723674964247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinestranho.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108431723674964247' title=''/><author><name>Aurelio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04040632578312912720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618678.post-108405800069785127</id><published>2004-05-08T20:03:00.000-03:00</published><updated>2004-05-08T20:32:19.013-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Donnie Darko&lt;/strong&gt;(2001)&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.forteantimes.com/review/images/donnied.jpg"&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dirigido por:&lt;/strong&gt; Richard Kelly&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Com:&lt;/strong&gt; Jake Gyllenhaal, Jena Malone, Drew Barrymore, Mary McDonnell, Holmes Osborne, Katharine Ross, Patrick Swayze, Noah Wyle, James Duval, Maggie Gyllenhaal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"And I find it kinda funny, I find it kinda sad: the dreams in which I'm dying are the best I've ever had"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;(Gary Jules - Mad World)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filme independente de 2001, que chegou discretamente no Brasil direto em DVD pela Flashstar, ano passado, Donnie Darko era uma das produções das quais eu mais ouvia falar. Mas justamente por ser tão pequeno, pensava que jamais encontraria na locadora que freqüento. Tudo bem, eu achava que me decepcionaria, não importava muito. De qualquer maneira, quando encontrei o DVD, não resisti. E depois de vê-lo, tudo que resumiria minhas sensações em relação ao filme é a palavra "uau". Isso, apenas uau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como esse é um blog de cinema com críticas bem chatas e longas (pelo menos eu tento fazê-las assim, acho que funciona), nada de resumir. Donnie Darko, intepretado por um inspirado Jake Gyllenhaal, é um garoto que supostamente sofre de problemas mentais sérios, mas que estão sendo tratados. Ele conhece um coelho gigante de nome Frank (James Duval), que diz a ele que o mundo acabará em 28 dias. Ao mesmo tempo, algo estranho acontece na residência dos Darko: uma turbina de avião atinge o quarto de Donnie, que não estava lá. Mas não havia um aeroplano no céu naquele momento. E, cada dia mais perto do tal apocalipse previsto por Frank, a vida do garoto vai tomando caminhos...Peculiares. O fim se aproxima, enquanto se acumulam ocorrências inexplicáveis envolvendo uma Vovó Morte, alagamentos na escola, Michael Dukakis, viagens no tempo e um filme de Sam Raimi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Richard Kelly, diretor estreante, que também escreveu o roteiro, explora cada aspecto da história que tem em mãos: desde a estranheza da adolescência, até a estranheza da tal viagem no tempo. Kelly cria uma atmosfera sombria, mas de maneira natural, sem descaracterizar sua cidade pequena. A escolha da Era Reagan para uma história dessas pode parecer inútil, mas tem a sua importância e foi acertada. Aliás, por mais que a sinopse acima seja esquisita, o filme é construído de um jeito em que tudo aquilo não seja a coisa mais esquisita do mundo. Não exatamente aceitável, mas entende-se a confusão de Donnie. Inclusive, há quem se identifique com ele - e não são poucas pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kelly cria imagens lindas, poderosas, mas nem precisa fazer muito esforço. Até porque seus efeitos especiais não são grande coisa, obviamente pelo baixo orçamento de filme independente. Ainda assim, a seqüência de abertura é ótima, por exemplo. Outra coisa que merece lembrança é a trilha sonora. Linda, tem Tears For Fears, Echo &amp; The Bunnymen, Duran Duran, a música citada lá em cima, etc. E é também muito bem usada pelo diretor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gyllenhaal se sai incrível no papel principal. Seu Donnie, que parece meio sonolento e perturbado, acrescenta muito à qualidade do filme. Outros atores também são bem aproveitados: Patrick Swayze não está nada que possa ser chamado de excelente, mas ruim muito menos. Jena Malone e Mary McDonnell, como as duas garotas da vida de Darko, essas sim, dignas de muitos elogios. Suas personagens são pontos diferentes na trajetória do garoto, e elas cumprem muito bem essa função, ajudando a enxergar ainda mais o esforço de Donnie em ir em frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É até difícil falar de um filme como Donnie Darko. Ele mesmo pode ser considerado como pertencente a vários gêneros: suspense, drama, família, religião, anos 80, política, adolescente, etc. Não sei, ainda não consegui elaborar frases que expressem o que eu de fato senti ao vê-lo. Sabe aquela masturbação filosófica que seus amigos chatos fazem com Matrix? Fazer com Donnie Darko é bem mais legal. Tudo que posso, ou melhor, consigo dizer é que é uma das experiências mais espetaculares que já tive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.unterzuber.com/darko2.jpg"&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: 93/100&lt;/strong&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618678-108405800069785127?l=cinestranho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/108405800069785127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/108405800069785127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinestranho.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108405800069785127' title=''/><author><name>Aurelio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04040632578312912720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618678.post-108345742349541883</id><published>2004-05-01T21:19:00.000-03:00</published><updated>2004-05-01T21:40:08.810-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Como Se Fosse A Primeira Vez&lt;/strong&gt;(50 First Dates, 2004)&lt;br /&gt;&lt;img src="http://adorocinema.cidadeinternet.com.br/filmes/como-se-fosse-a-primeira-vez/como-se-fosse-a-primeira-vez-poster02t.jpg"&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dirigido por:&lt;/strong&gt; Peter Segal&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Com:&lt;/strong&gt; Adam Sandler, Drew Barrymore, Rob Schneider, Sean Astin, Dan Aykroyd, Amy Hill, Missi Pyle, Blake Clark, Luisa Strus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Wouldn't it be nice if we were older?/Then we wouldn't have to wait so long/And wouldn't it be nice to live together/In the kind of world where we belong?"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;(Beach Boys - Wouldn't It Be Nice)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adam Sandler sempre teve um humor estranho. Quando fazia parte do elenco de Saturday Night Live, ele alternava momentos ótimos como a "canção do suéter vermelho", na qual conseguiu até a participação de Paul e Linda McCartney, e momentos constrangedores, onde tentava arrancar gargalhadas colocando uma colher na testa e botava a língua de fora diversas vezes durante o mesmo quadro. Ainda assim, nunca desgostei dele, embora seja claro pra qualquer um que o comediante nunca se deu tão bem assim fazendo filmes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como Se Fosse A Primeira vez, comédia romântica que não é a primeira produção a trazer Sandler e Drew Barrymore juntos (eles estrelaram Afinados no Amor, em 98), explora um tema incomum no gênero, mas comum hoje em dia no cinema americano: a perda de memória, ou doenças que envolvam-na. Já comentei aqui Amnésia e Procurando Nemo, e ambos abordam o assunto de um jeito ótimo, cada um à sua maneira. Mas será que havia necessidade de se fazer uma comédia romântica tratando disso também? Quer dizer...O que de interessante e/ou diferente um filme do estilo traria dentro de uma proposta dessas?   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Henry Roth (Adam Sandler) é um veterinário no Havaí. Ele costuma levar pra cama uma turista diferente toda semana, nunca assumindo um compromisso com elas, e dando as desculpas mais absurdas pra pular fora dos relacionamentos. Até encontrar uma conterrânea, Lucy Whitmore (Drew Barrymore), que o atrai de uma maneira diferente. Seu amigo Ula (Rob Schneider) não aprova que ele fique com uma só. O pai (Blake Clark) e o irmão (Sean Astin) da moça não aprovam o namoro também, mas por outro motivo: Lucy sofreu um acidente, e, desde então, sua memória só dura o tempo de mais ou menos 24 horas. Todas as manhãs, ela acorda pensando que o que tem pela frente é o domingo do aniversário de seu pai, dia no qual bateu a cabeça e ficou assim, quando na verdade já se passou um ano. Sua família tem de todo dia repetir as mesmas ações, pra que a moça não sofra. É claro que há dias em que Lucy descobre a verdade, mas não importa: amanhã, ela já esqueceu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É meio arriscado um romance falar sobre isso, porque, a não ser que ele faça a coisa de uma maneira madura, é um grande desperdício. Sim, porque, ao menos pra mim, o plot parece intrigante. Mas o que se vê é algo que pode ser considerado qualquer coisa, exceto maduro. É a comédia de Adam Sandler, somada ao humor de Rob Schneider. O que resulta em piadas que não deveriam estar em um filme de censura livre (piadas essas que envolvem maconha e o tamanho do pênis de alguns mamíferos). Porém, há de se dizer que Schneider e Sandler parecem levar a coisa tão infantilmente, que a censura se justifica. Eles nunca fazem a coisa de maneira pesada, apesar de que, ainda assim, ela é grosseira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Schneider já mostrou, no SNL do início dos anos 90, que quando contido, é bem melhor. Quando deixam, ele escracha e fica aquela coisa "pastelão-bizarra", que só agrada a americanos mesmo, e uma parcela não tão grande assim deles. Aqui, pra nós, acho difícil o filme funcionar como comédia. Eu assisti a Como Se Fosse... numa sala preenchida principalmente por adolescentes, e pensava, talvez por preconceito, que iria ouvir risadas histéricas durante toda a projeção. O que vi, no entanto, foram alguns sorrisos amarelos e forçados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já como romance...É aí que a produção conquista o público, mesmo que de uma maneira pouco satisfatória. Barrymore não faz nada demais, mas com seu jeitinho de garota meiga, faz com que alguma pena, ao menos, se sinta dela. Bem mais "oh-so-cute" que os animais do filme, usados claramente pra dar ao humor um tom mais leve (embora isso seja questionável pra qualquer um que veja a cena em que um deles vomita). É o relacionamento adoçado (às vezes em excesso) entre ela e Sandler que dá algum brilho à trama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O roteiro, do estreante George Wing, não ajuda.  É fraco, piegas, cheio de personagens implorando por risadas (Sean Astin? Tsc, tsc, tsc), etc, etc. Até a música dos Beach Boys não é tão bem usada assim. Porém, há o fato positivo de você acabar parecendo com a personagem de Barrymore: um dia depois, você já esqueceu de que assistiu isso aí. É bem assim que funciona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://adorocinema.cidadeinternet.com.br/filmes/como-se-fosse-a-primeira-vez/como-se-fosse-a-primeira-vez06.jpg"&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: 31/100&lt;/strong&gt;      &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618678-108345742349541883?l=cinestranho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/108345742349541883'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/108345742349541883'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinestranho.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108345742349541883' title=''/><author><name>Aurelio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04040632578312912720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618678.post-108293776604887310</id><published>2004-04-25T20:57:00.000-03:00</published><updated>2004-04-25T21:14:13.403-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Todos Dizem Eu Te Amo&lt;/strong&gt;(Everyone Says I Love You, 1996)&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.nitro-movies.com/images/movies/Everyone%20Says%20I%20Love%20You.jpg"&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dirigido por:&lt;/strong&gt; Woody Allen&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Com:&lt;/strong&gt; Natasha Lyonne, Edward Norton, Drew Barrymore, Alan Alda, Gaby Hoffmann, Natalie Portman, Goldie Hawn, Julia Roberts, Tim Roth, Billy Crudup, Woody Allen, Lukas Haas&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Indicado a:&lt;/strong&gt; 1 Golden Globe Award(Melhor Filme de Comédia)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca vi muitos musicais na minha vida. Admito que até pouco tempo atrás tinha um certo preconceito contra esse tipo de filme. Achava que odiaria um personagem que começasse a cantar e dançar no meio de uma cena, sem razão aparente. Sem contar que o gênero andava meio morto lá em Hollywood, que é provavelmente o lugar em que mais se produziu filmes musicais na história. Mas, hoje em dia, esse quadro mudou: eu não tenho mais esse preconceito, e os musicais podem não ter a força de antes, mas ainda existem - um até ganhou o Oscar, recentemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Woody Allen reuniu um belo elenco neste Todos Dizem Eu Te Amo, com o objetivo de fazer um musical antigo, mas moderno. Isso é, algo que funcionasse como os velhos musicais, mas que se passasse nos dias de hoje. Woody é mestre em criar personagens e situações memoráveis. Portanto, partindo disso tudo aí, penso que não seria difícil pra ele fazer algo interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A trama gira em torno de uma família, que não é a típica família de musicais, como bem lembra DJ (Natasha Lyonne), a narradora da história. Sua família é rica, e democrata liberal. Tanto seu padrasto, Bob (Alan Alda), quanto sua mãe, Steffi (Goldie Hawn), ainda mantêm amizade com seu pai, Joe (Woody Allen). DJ tem uma irmã, Schuyler (Drew Barrymore), que estando pra se casar com Holden (Edward Norton), desiste, tendo se apaixonado por um ex-prisioneiro (Tim Roth). Isso tudo somado resulta em Todos Dizem Eu Te Amo: encontros e desencontros amorosos em Nova York, Paris e Viena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os personagens, como costuma ocorrer nos filmes do diretor, são apaixonantes. Vivos, cada um com ao menos um traço forte. Nisso, o roteiro acerta. Porém, há alguma coisa de errado nesse mesmo roteiro: ele joga muitas idéias, e acaba não indo fundo em nenhuma. Ou pelo menos, não tão fundo quanto gostaríamos que ele fosse. Ainda mais por ser quase um Simplesmente Amor, com menos histórias, e ainda tendo números musicais, tudo quase se torna artificial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o elenco é bom, e segura as pontas. Barrymore, como a mocinha ingênua, e Norton, como rapaz apaixonado, estão ótimos, e o terceiro elemento nesse triângulo, que é o ex-prisioneiro de Tim Roth, também é bastante divertido. Alan Alda, nas suas discussões com o personagem de Lukas Haas, está bem à vontade, assim como nas cenas com a ótima Goldie Hawn. Por fim, há ainda Allen, que faz aquele seu papel neurótico. Não exatamente excelente, mas não exatamente ruim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na direção, porém, ele se garante. Tanto na coordenação dos atores, quanto nas cenas musicais, muito bem coreografadas. Vale ressaltar que uma boa parte do elenco jamais tinha cantado ou dançado na tela, e Woody faz com que, mesmo estreando nesse aspecto, eles fiquem bem. O diretor ainda capta muito bem o espírito de Paris e Viena. Em Nova York...Bem, acho que nem preciso mencionar que ele traz sua cidade de uma maneira interessante, mais uma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos Dizem Eu Te Amo é uma comédia/musical, que brinca por várias vezes com o amor e com os relacionamentos, mas que falha em conquistar o espectador totalmente, fazendo com que ele realmente não se preocupe com os destinos dos personagens. E o amor, o sentimento que deveria ser trazido junto pra que ficasse evidente, acaba até fazendo isso, mas de uma maneira mais fraca, menos marcante. No final, o que temos é um filme decente - a não ser que você realmente odeie quando o personagem comece a cantar sem razão aparente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://images.usatoday.com/life/gallery/woody-allen/everyone-says-i-love-you.jpg"&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: 60/100&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618678-108293776604887310?l=cinestranho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/108293776604887310'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/108293776604887310'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinestranho.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108293776604887310' title=''/><author><name>Aurelio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04040632578312912720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618678.post-108285704406215585</id><published>2004-04-24T22:30:00.000-03:00</published><updated>2004-04-25T19:35:22.373-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Os Suspeitos&lt;/strong&gt;(The Usual Suspects, 1995)&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.webwombat.com.au/entertainment/dvds/images/usual.jpg"&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dirigido por:&lt;/strong&gt; Bryan Singer&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Com:&lt;/strong&gt; Gabriel Byrne, Kevin Spacey, Stephen Baldwin, Kevin Pollak, Benicio Del Toro, Chazz Palminteri, Suzy Amis, Giancarlo Esposito&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Indicado a:&lt;/strong&gt; 1 Golden Globe Award(Melhor Ator Coadjuvante para Kevin Spacey), 2 Oscars(Melhor Ator Coadjuvante para Kevin Spacey*, Melhor Roteiro Original*)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Admito que sou um grande fã de X-Men. Isso antes dos filmes. Acho que a paixão surgiu lá pra metade da década de 90, quando a TV Colosso exibia o desenho. Aquilo era demais. Minha devoção ao grupo de heróis foi aumentando, assim como a marca X-Men, que cresceu cada vez mais nas histórias em quadrinhos, teve jogos de videogame e finalmente chegou aos cinemas. O primeiro filme, dirigido por um tal Bryan Singer, era uma das melhores adaptações de HQs já feitas. Estava à altura das minhas expectativas. O segundo, então, era um dos raros casos onde a seqüência supera o original. Ainda era o tal Singer quem dirigia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem. Eu, como não vivo nesse mundo, só recentemente vim a descobrir que Kevin Spacey, que é um ator que muito admiro, não tinha só seu Oscar por Beleza Americana. Ele também tinha um por coadjuvante em Os Suspeitos, um filme mais antigo de Singer. Ok, eu sou, provavelmente, um dos únicos cinéfilos a ainda dar algum valor pra Academia. Mas não foi por isso que eu resolvi conferir esse trabalho de Spacey e Singer. Na verdade, o que chamou minha atenção foi um personagem da película em questão ter entrado recentemente numa lista de 100 melhores personagens do cinema, feita pela revista Premiere.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme abre com um assassinato e uma explosão em um navio. Desses dois acontecimentos, apenas duas pessoas sobreviveram: um marinheiro húngaro, com queimaduras sérias e extremamente traumatizado, e Roger "Verbal" Kint (Kevin Spacey), um pobre aleijado que, por fazer parte do grupo que estava roubando o navio naquela noite, é levado à delegacia pra depôr. Portanto, tudo é narrado do seu ponto de vista. A tensão aumenta quando descobrimos que há uma figura misteriosa, que manipulou todos os envolvidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As atuações são extremamente interessantes. Todos do grupo de Kint (e isso inclui o próprio, interpretado por Spacey) dão ótimas representações, cada um se saindo com uma personalidade bastante marcante. Gabriel Byrne, com seu Dean Keaton, como líder, merece destaque. Fora do grupo, o Agente Kujan de Chazz Palminteri é bem legal também, fazendo o estereótipo do policial que acha que sabe tudo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Singer, assim como faz na franquia X-Men, mostra porque é um ótimo diretor de ação: o assalto ao navio é muito bem filmado, e o diretor acerta na trilha sonora e na fotografia. Mas o lado psicológico dos personagens também é bem explorado (o que não ocorreu de forma tão satisfatória no primeiro filme dos mutantes), e mesmo o personagem de Benicio Del Toro, que mal abre a boca, está bem caracterizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O roteiro por vezes tropeça em si próprio, tentando ser esperto demais. Nada muito prejudicial, mas é que as reviravoltas acabam se acumulando em grande número e isso pesa um pouco. A charada e a atmosfera misteriosa são levadas até um ponto onde o negócio quase fica ruim. Mas são defeitos pequenos, até. O único grande problema é que isso acaba exigindo uma segunda leitura pra se entender tudo perfeitamente, e filme nenhum deveria exigir isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, no geral, Os Suspeitos agrada. Um policial que intriga e chama a atenção. E tem um daqueles finais que te deixam coçando a cabeça. Ah, que vontade de estragar a surpresa...Bom, não vou, mas vale comentar que o jeito que Singer optou por revelar o grande choque da história foi muito bem escolhido. Esse é um diretor que veio pra ficar. E que venha X-Men 3.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://matt.waggoner.com/images/usual.jpg"&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: 71/100&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618678-108285704406215585?l=cinestranho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/108285704406215585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/108285704406215585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinestranho.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108285704406215585' title=''/><author><name>Aurelio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04040632578312912720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618678.post-108259738690438499</id><published>2004-04-21T22:23:00.000-03:00</published><updated>2004-04-22T19:37:51.170-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Todos já devem saber como funcionam as coisas nas Lojas Americanas, ótimo lugar pra se comprar DVDs. Então...O que você faz quando vê dois filmaços por apenas 10 reais (ou 9,90, grande diferença)? Você compra-os. E fica feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cães de Aluguel&lt;/strong&gt;(Reservoir Dogs, 1992)&lt;br /&gt;&lt;img src="http://elcoleccionismo.com/images/cineposters/reservoir1.JPG"&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dirigido por:&lt;/strong&gt; Quentin Tarantino&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Com:&lt;/strong&gt; Harvey Keitel, Steve Buscemi, Tim Roth, Michael Madsen, Quentin Tarantino, Eddie Bunker, Chris Penn, Lawrence Tierney, Kirk Baltz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há algum diretor americano vivo que entenda o cinema como arte, que explore sua câmera de uma maneira única, que escreva seus próprios filmes e coloque neles os diálogos mais incríveis, que abuse da violência, mas que dê à ela uma estilização toda especial, que tenha o elenco exatamente onde quer e que ainda tenha um humor negro delicioso? Se sim, este homem é Quentin Tarantino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 92, ele lançou essa pequena pérola, de nome Cães de Aluguel. Essa é a história de como um roubo acabou dando errado. Muito errado. 6 ladrões foram reunidos pra um trabalhinho, mas, como costuma acontecer nesse ramo, nenhum deles conhecia muita coisa da vida dos outros. Por isso, o chefão do grupo, Joe Cabot (Lawrence Tierney) dá nomes de cor pra cada um: Sr. Brown (Quentin Tarantino himself) e Sr. Blue (Eddie Bunker) estão mortos; Sr. Orange (Tim Roth) está gravemente ferido e Sr. White (Harvey Keitel) cuida dele; Sr. Pink (Steve Buscemi) desconfia que um deles seja um policial disfarçado, enquanto Sr. Blonde (Michael Madsen) chega no galpão onde estão reunidos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os primeiros minutos de Cães são lendários, provavelmente estão entre as 5 melhores coisas filmadas nos anos 90: tudo começa numa mesa, onde os ladrões discutem assuntos...interessantes. Na verdade, o filme começa com uma teoria estranha sobre a música Like A Virgin, da Madonna. Sem dúvida, um dos diálogos mais inspirados de Tarantino. Só essa cena já dá uma idéia de seu estilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cães é violento, mas é absurdo dizer que é só violento. A violência é usada de uma maneira bem peculiar, banalizada ao ponto de não ser uma coisa tão importante assim pra história. Quer dizer, justamente pelo fato das cenas violentas serem bizarras, você começa a deixá-las de lado, como se o mundo do filme fosse diferente do nosso. Isso quando não começa a achar aquilo até engraçado. Durante o resto da década, o jeito Tarantinesco de usar a violência como recurso foi copiado diversas vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O diretor é fascinado por cultura pop, o que nos leva a olhar com cuidado pra trilha sonora, sempre bem escolhida. Mas a câmera de Tarantino merece mais destaque ainda: o que ele faz em Cães é sensacional. Maneira única de filmar. No galpão, ele presta atenção principalmente à visão do Sr. Orange, que está deitado, sangrando; portanto, filma em ângulos baixos. Há uma seqüência onde vemos Sr. Blonde sair do tal galpão, ouvindo uma música no rádio. Nós o seguimos até seu carro, e a música some. Ele pega um galão de gasolina, volta, e a música volta junto. Qualquer outro diretor teria tirado a simplicidade de uma cena dessas, ou cortado pra outro cenário, ou enfim. Não seria a mesma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As atuações são outro show à parte. Harvey Keitel e Tim Roth estão muito bem. Aliás, seria até bobo ficar comentando um por um aqui, porque não há alguém que não tenha se saído de ótimo pra cima. Penn, Tierney, Buscemi - todos, Tarantino tem todos nas mãos, e nada vindo do elenco prejudica, muito pelo contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conciso, com um ritmo perfeito, o filme é todo um único, longo clímax. Mesmo com flashbacks e pulos na narrativa, ele nunca te deixa descansar. Explosivo, bem montado, etc, etc. Querer dizer qualquer outra coisa é patético. Cães fala por si próprio, manipulado por um gênio que, já naquela época, tinha todas as características de um grande cineasta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.brightlightsfilm.com/36/36_images/tarantino_dogs.jpg"&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: 90/100&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Amnésia&lt;/strong&gt;(Memento, 2000)&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.ejumpcut.org/currentissue/eig.mindfilms/images/memento.photo.jpg"&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dirigido por:&lt;/strong&gt; Christopher Nolan&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Com:&lt;/strong&gt; Guy Pearce, Carrie-Anne Moss, Joe Pantoliano, Mark Junior Boone, Stephen Tobolowsky, Harriet Harris, Jorja Fox&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Indicado a:&lt;/strong&gt; 1 Golden Globe Award(Melhor Roteiro para Christopher Nolan), 2 Oscars (Melhor Montagem, Melhor Roteiro Original para Christopher Nolan&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A memória é uma coisa complicada. Basicamente, o fato de sermos capazes de memorizar algo, de guardar uma informação em nossas mentes é um dom. Mas até que ponto a memória é confiável? Será que é impossível alguém ser traído pela própria mente? Perda de memória recente, deja-vu, amnésia - tudo isso já não é perturbador o suficiente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christopher Nolan fará o próximo filme do Batman. Os fãs vibraram com a notícia, e com razão. Não só por esse fato indicar uma melhoria considerável nos filmes do Homem Morcego, que andam piores que o time do Corinthians, mas também porque...Oras, é Christopher Nolan! O homem por trás de Amnésia, um filme espetacular em todos os aspectos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leonard Shelby (Guy Pearce) tem seu corpo inteiro tatuado, com dizeres que ele não pode esquecer. Sabe quando você anota algo na sua mão, algo importante? Pois é, mas ele precisa de tatuagens. Sofre de perda de memória recente desde que sua mulher foi estuprada e assassinada. Nós somos apresentados a Shelby em meio à sua confusão. Ele não sabe em quem acreditar, nem como lidar com Teddy (Joe Pantoliano) ou Natalie (Carrie Anne-Moss). Tudo que tem são suas tatuagens, sua máquina Polaroid e sua memória, se é que se pode chamá-la disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O roteiro de Nolan é maravilhoso. Sua história é perfeita. A narrativa é quebrada, baseada nos curtos minutos em que Shelby pode guardar uma informação. Portanto, essa narrativa se torna personagem, e de uma maneira que nos faz ficar ansiosos, muito ansiosos, por cada cena a vir ainda. A direção de Nolan também nos permite isso: ele explora todas as possibilidades, dando à Amnésia a injeção de tensão em cada partezinha, e faz isso de maneira genial, num estilo sutil - o máximo de sutileza que uma trama forte como essa permite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pearce e o resto do elenco trabalham muito bem. O australiano, já elogiado aqui por L.A. Confidential, é um grande ator dramático, e seu Shelby parece convencido, acreditando em tudo que diz. Mesmo nas cenas em preto e branco, onde a intepretação é mais "over the top" (expressão mais gay impossível, eu sei), Pearce não desaponta. Carrie Anne-Moss, graças a Deus, não é só "aquela mina chata de Matrix". Pantoliano e seu Teddy também estão muito bem, justamente pela capacidade do ator. O personagem irrita o espectador, até que se descobre que seu papel nessa história pode não ser exatamente de vilão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não só um dos filmes mais criativos já feitos, como também dono de uma atmosfera intrigante e incrivelmente bem montado, Amnésia é tudo, ou praticamente tudo, que um filme pode ser. Amnésia é memorável. Rárárá, sacou? Droga de piadinha, o filme de Nolan não merecia uma dessas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.ejumpcut.org/currentissue/eig.mindfilms/images/memento.tatoos.jpg"&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: 91/100&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618678-108259738690438499?l=cinestranho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/108259738690438499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/108259738690438499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinestranho.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108259738690438499' title=''/><author><name>Aurelio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04040632578312912720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618678.post-108249383438758358</id><published>2004-04-20T17:37:00.000-03:00</published><updated>2004-04-20T18:01:10.123-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Los Angeles - Cidade Proibida&lt;/strong&gt;(L.A. Confidential, 1997)&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.monesi.com/sergio/movies/nov97/laconfid1.jpg"&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dirigido por:&lt;/strong&gt; Curtis Hanson&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Com:&lt;/strong&gt; Guy Pearce, Russell Crowe, Kevin Spacey, Kim Basinger, James Cromwell, Danny DeVito, David Strathairn&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Indicado a:&lt;/strong&gt; 5 Golden Globe Awards(Melhor Filme de Drama, Melhor Atriz Coadjuvante para Kim Basinger*, Melhor Trilha Sonora para Jerry Goldsmith, Melhor Roteiro para Brian Helgeland e Curtis Hanson, Melhor Diretor para Curtis Hanson), 9 Oscars(Melhor Filme, Melhor Atriz Coadjuvante para Kim Basinger*, Melhor Direção de Arte, Melhor Montagem, Melhor Fotografia, Melhor Som, Melhor Trilha Sonora para Jerry Goldsmith, Melhor Diretor para Curtis Hanson, Melhor Roteiro Adaptado para Brian Helgeland e Curtis Hanson*)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ano era 1997 e todo mundo só falava no filme de James Cameron. A pergunta seria: com um filme como Los Angeles sendo lançado também em 97...por quê? Afinal, o filme de Curtis Hanson é fantástico. Um noir moderno, que com suas duas horas e pouco, mal deixa o espectador piscar, de tão preso que ele se torna àquilo. Baseado no romance de James Ellroy, Los Angeles é aquele tipo raro de projeção, que acerta em tudo, ou quase tudo. O "quase" nem importa num caso desses, acredito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A trama se desenrola prestando atenção principalmente a três personagens: Bud White (Russell Crowe), um tira durão, que odeia violência contra mulheres, e tem seu parceiro assassinado no crime que dá o tom à história contada; Ed Exley (Guy Pearce), um cara certinho, policial carreirista, que (não só por isso, mas principalmente por isso) é odiado pelos colegas de trabalho; e Jack Vincennes (Kevin Spacey), um policial superstar, que ajuda na produção de uma série de TV e é famoso, graças ao seu acordo com o jornalista Sid Hudgens (Danny DeVito): esse último promete publicar matérias exaltando o trabalho de Vincennes, se isso lhe render reportagens exclusivas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, cada personagem com um código moral extremamente diferente, que faz de cada um uma espécie de vilão. Nos primeiros momentos, nem desconfiamos que serão essas as pessoas que teremos de seguir, e até torcer por elas, porque parecem tão distorcidas, tão perturbadas. Helgeland e Hanson, no entanto, trouxeram um roteiro tão bem amarrado, que explora não só esses três caras, mas outros também, de uma maneira profunda, privilegiando o lado psicológico de cada um. Quando entendemos suas razões, passamos a gostar dessa equipe (que, fique claro, em nenhum momento é de fato uma equipe). Mais ainda, ficamos fascinados com o filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A direção de Curtis Hanson é qualquer coisa de excelente: sua Los Angeles é corrompida, sensual, charmosa, provavelmente um dos melhores cenários criados nos últimos anos. Toda a aparência da cidade, seu aspecto angelical (que vem até no nome), na verdade é só uma coberta que esconde a verdadeira L.A. Direção de arte e fotografia inspiradas, mais uma trilha sonora que nos coloca dentro daquele lugar. Quando menos percebemos, Hanson cumpriu sua missão - e aí, é como eu disse, não tem como não ficar preso. Muito bem conduzido, com humor, violência, e vários protagonistas. Digno de reconhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Russell Crowe dá uma atuação acima da média de seu trabalho atual, bem convincente. Seu personagem é provavelmente o mais ajudado pelo roteiro, então fica difícil de saber até onde a competência de Crowe influenciou realmente. Pearce também é digno de nota, porque Exley, apesar de parecer um escoteiro, também tem seu lado sombrio. Spacey é aquela coisa de sempre: incrível! Logo de cara, é o que desperta no público (ou em mim, pelo menos) mais simpatia. Por fim, há ainda James Cromwell, que num papel interessantíssimo se destaca lá pro final, e Kim Basinger, que...pode ter ganhado o Oscar e o Golden Globe, mas é absurdamente mediana, sem nenhum momento de destaque. O mérito dela (além da beleza que possui, claro) é de fato se parecer com Vivian Lake.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um filme humanizado e provocante, onde Hanson tem sucesso, criando toda a atmosfera peculiar da sua Los Angeles, ao mesmo tempo que narra delicisiomente a história que tem em mãos. Pena ter sido lançado no mesmo ano daquele filme (vocês sabem do que se trata...) e ter sido tão ignorado nas premiações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.monesi.com/sergio/movies/nov97/laconfid2.jpg"&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: 88/100&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618678-108249383438758358?l=cinestranho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/108249383438758358'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/108249383438758358'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinestranho.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108249383438758358' title=''/><author><name>Aurelio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04040632578312912720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618678.post-108229827424995994</id><published>2004-04-18T11:22:00.000-03:00</published><updated>2004-04-18T11:33:43.966-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Mar de Fogo&lt;/strong&gt;(Hidalgo, 2004)&lt;br /&gt;&lt;img src="http://multikino.com/multikino/films/1057648602/fotos/tn_poster.jpg"&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dirigido por:&lt;/strong&gt; Joe Johnston&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Com:&lt;/strong&gt; Viggo Mortensen, Zuleikha Robinson, Omar Sharif, Louise Lombard, Adam Alexi-Malle, Saïd Taghmaoui, Harsh Nayyar, J.K. Simmons, Franky Mwangi, Floyd "Red Crow" Westerman, Malcolm McDowell, Elizabeth Berridge&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há algo a se falar sobre o novo filme de Joe Johnston e do Aragorn, digo, Viggo Mortensen? A impressão que tive após sair do cinema é de que não: é tudo que você já viu antes, recontado. Isso não faz do filme ruim; é interessante. Ouvi comentários de que se tratava de "Seabiscuit no deserto". Não vi Seabiscuit, mas não duvido nada que seja parecido. Esse é um estilo de filme que se repete no cinema americano, e às vezes rende coisas absurdamente ruins, e às vezes coisas legais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mar de Fogo faz parte dessas coisas legais. Ele é feito com tanta boa vontade...Talvez porque narre a história de Frank T. Hopkins, ídolo do diretor Joe Johnston e do roteirista John Fusco. É difícil até saber se o filme é baseado em fatos reais, como ele diz ser. Não há prova alguma de que Hopkins tenha feito metade das coisas que disse. Mas ao final da projeção, quase tive vontade que fosse mesmo - embora às vezes a coisa seja tão forçada que dificulta pra quem opta por acreditar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frank T. Hopkins (Viggo Mortensen) é um caubói descendente de índios, que é desafiado por um xeique (Omar Sharif) a provar que o cavalo que tem, um mustangue de nome Hidalgo, é tudo o que dizem ser. Pra isso, pede que ele entre na lendária corrida chamada Mar de Fogo, que acontece há séculos no Oriente Médio. Mas os perigos do deserto não são seus únicos problemas: há o seqüestro de Jazira (Zuleikha Robinson), filha do xeique, com quem se envolve romanticamente, a sedução com segundas intenções de Lady Davenport (Louise Lombard), a competição com Al Hattal, famoso e furioso cavalo árabe, e, é claro, a "busca interior de suas verdadeiras raízes" - raízes indígenas, no caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As tomadas do deserto são bonitas, e temos várias delas. A fotografia não é nada demais, mas não prejudica, porque é a certa a ser usada neste estilo de filme. Os tons de cores na tela são sempre os mesmos - o que é bem legal, mas deve dar sono a quem for querendo ver só uma aventura. E os efeitos especiais também não deixam a desejar. A direção de Joe Johnston não ousa, mas não é preciso, porque as cenas de ação são bem filmadas o suficiente pra serem consideradas excitantes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o roteiro, atirando pra todos os lados, prejudica um pouco. Tudo bem, tenho certeza que Hopkins, o verdadeiro, tinha mil histórias pra contar, mas os subplots acabam atrapalhando em uma certa altura. O Mar de Fogo, que seria a coisa principal da história (a julgar pelo título do filme no Brasil), fica em segundo plano várias vezes, o que passa a impressão de que o negócio nem foi tão difícil assim. Exceto pela cena final, que não vou estragar pra quem está lendo, que exagera e estraga um pouco do clima diferente que o filme teria. Ainda assim, esse clima diferente existe, e está em lugares estratégicos, como no caubói que (ainda bem) não é um sabe-tudo chato, ou na visão sem estereótipos dos índios ou dos árabes - um dos maiores méritos do filme, na minha opinião, já que estamos em tempo de Iraque e Bush.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As atuações estão razoáveis. Viggo Mortensen ainda não se livrou da imagem de Aragorn, porque leva mais que um sotaque sulista pra conseguir isso. Ele ainda tem uns traços do outro personagem, como os sussurros e olhares, mas não se sai mal. Sua química com os cavalos que foram Hidalgo nas filmagens é até legal de se ver. Um bom herói de assistir e de se torcer para. Viggo bem que poderia se tornar um Harrison Ford da nova geração. O único outro personagem que tem participação suficiente pra se avaliar quem o representa é o xeique de Omar Sharif, que, apesar de nunca sair do estigma de velhinho sábio, não atrapalha em nada o filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um filme inofensivo, que não é bizarramente ruim, nem espetacularmente bom. Esse é Mar de Fogo de Joe Johnston. Diverte em umas partes, enche o saco em outras, mas no final, dá pra sair com um sorriso no rosto. O balanço geral é positivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, por último, só mais uma bobagem: só fui saber que o gênio Malcolm McDowell (pra quem não sabe, o maravilhoso ator de Laranja Mecânica) estava no filme muito tempo depois de sair da sala de cinema. Mas também...se ele tem 10 falas é muito. Fora que ele envelheceu tanto que jamais diria que era ele quem estava lá na tela. Outra que está lá, mas mal se percebe, é Elizabeth Berridge, a mulher de Mozart, que em Amadeus tem uma performance bem legal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.hairyeyeball.net/blog/archives/images/hidalgo.jpg.jpg"&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: 53/100&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618678-108229827424995994?l=cinestranho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/108229827424995994'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/108229827424995994'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinestranho.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108229827424995994' title=''/><author><name>Aurelio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04040632578312912720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618678.post-108216721693127326</id><published>2004-04-16T22:58:00.000-03:00</published><updated>2004-04-16T23:04:16.983-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Os Bons Companheiros&lt;/strong&gt;(GoodFellas, 1990) &lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.movieactors.com/wincovers/goodfellas.jpeg"&gt;&lt;br&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dirigido por:&lt;/strong&gt; Martin Scorsese &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Com:&lt;/strong&gt; Ray Liotta, Robert DeNiro, Paul Sorvino, Joe Pesci, Lorraine Bracco, Frank Sivero, Mike Starr, Frank Vincent, Samuel L. Jackson, Sheila Howard, Kevin Corrigan, Henny Youngman, Tony Darrow &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Indicado a:&lt;/strong&gt; 5 Golden Globe Awards(Melhor Filme de Drama, Melhor Ator Coadjuvante para Joe Pesci, Melhor Atriz Coadjuvante para Lorraine Bracco, Melhor Roteiro para Nicholas Pileggi e Martin Scorsese, Melhor Diretor para Martin Scorsese), 6 Oscars(Melhor Filme, Melhor Ator Coadjuvante para Joe Pesci*, Melhor Atriz Coadjuvante para Lorraine Bracco, Melhor Montagem, Melhor Roteiro Adaptado para Nicholas Pileggi e Martin Scorsese, Melhor Diretor para Martin Scorsese) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"As far back as I can remember, I always wanted to be a gangster". Com essa frase, abre-se um mundo novo: gângsteres (uau, acho que é esse o termo no plural em Português), violência, a palavra "fuck", armas, corpos, enfim. Os Bons Companheiros é provavelmente o melhor filme já feito sobre gangsters (sim, deixa pra lá esse "gângsteres") na história do cinema. Aliás, mesmo tendo a máfia na trama, o filme realmente é sobre gangsters, porque o personagem principal, por exemplo, tem sangue irlandês e, portanto, não pode entrar numa família. Mas desde quando isso é motivo pra ele deixar de cometer alguns crimes e conviver com a italianada mafiosa? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Scorsese, com sua visão única do mundo, nos apresenta uma história baseada em fatos reais - e que é incrivelmente real mesmo. Soou meio "dã" isso, mas explico: uma das coisas mais poderosas em Companheiros é o fato de que a visão romantizada é deixada de lado. Não é como em O Poderoso Chefão, e nem tô comparando a qualidade de um com a do outro. Mas o fato é que o filme ganha força, por mostrar como um gangster age, tornando a violência a coisa mais banal do mundo. Molho de tomate e sangue caminham juntos. Interessantíssimo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história é contada num tom nostálgico por Henry Hill (Ray Liotta), um garoto que sempre sonhou em ser um gangster, por admirar os que viviam no seu bairro, especialmente a família de Paul Cicero (Paul Sorvino). Começa a fazer pequenos trabalhos pra eles, e vê seu desejo se tornando realidade. Nos anos 70, Hill já alcançou uma posição alta, já se casou com a namorada judia Karen (Lorraine Bracco), já passou pela prisão, e, junto com seus parceiros Jimmy Conway (Robert DeNiro) e Tommy DeVito (Joe Pesci), se envolve no tráfico de drogas, que não é aprovado pela máfia. Em pouco tempo, as coisas começam a desabar e Henry, pra não morrer, é obrigado a desmanchar a ótima vida que tem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande mérito da direção de Scorsese é que ele consegue compartilhar a visão do narrador, e te envolver na história. Assim, sua câmera presta atenção no brilho dos sapatos, na fineza dos tecidos das roupas. Quando os "wiseguys" planejam o roubo da Lufthansa, o diretor coloca-os sussurrando, se divertindo com aquilo, nota-se o prazer em roubar. O espectador é seduzido, assim como o personagem de Liotta, pra depois constatar que nem tudo na vida de gangster é tão legal quanto parece. Quando o filme acaba, você se sente traído, quase como se aquilo tivesse acontecido com você mesmo. Há também muitos truques cinematográficos, como voz narrando e imagens congeladas, mas eles nunca são usados sem mais nem menos, e estão muito melhores que em outros filmes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As atuações são incríveis: Robert DeNiro interpreta um canalha cativante (esse adjetivo, obviamente, só vem por causa da atuação de DeNiro), que parece saber muito bem onde pisa. Ray Liotta também está bom, como protagonista, mas talvez a melhor coisa vinda dele no filme seja sua narração, que é excelente. Ele emprega a quantidade de empolgação necessária, sempre deixando um ar de nostalgia. Lorraine Bracco se sai muito bem narrando sua parte, e sua decadência - escancarada pela visão do diretor - e o jeito que aos poucos vai ficando maluca também são dignos de nota, assim como o tipo severo e paterno de Paul Sorvino. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o ator mais incrível em Companheiros é Joe Pesci, que consegue, num papel pequeno, se transformar num monstro na tela. A construção de Tommy DeVito é interessante (com clara influência do estilo de Scorsese), um baixinho folgado e que não leva desaforo pra casa. Pesci transforma cada cena em que aparece numa expectativa tensa, "como ele vai reagir agora?", e coisa do tipo. Dando o toque de humor negro necessário a um filme desses. Não há como alguém não se lembrar da cena "engraçado? Eu sou engraçado? Como assim engraçado? Engraçado como um palhaço?". Anos mais tarde, o ator ainda seria lembrado várias vezes pelo pessoal do Saturday Night Live, no quadro "The Joe Pesci Show", onde o comediante Jim Breuer, imitando os trejeitos de Pesci em Companheiros, batia com um taco de baseball nos convidados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, Os Bons Companheiros é uma realização memorável e única, com muito estilo. Uma história de um jovem que, ao apanhar do pai, não sentia nojo do poder, mas invejava-o. Contada não de uma maneira que pareça superior, mas realística, envolvente e, acima de tudo, divertida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.sea.fi/foto/goodfellas.jpg"&gt;&lt;br&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: 90/100&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618678-108216721693127326?l=cinestranho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/108216721693127326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/108216721693127326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinestranho.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108216721693127326' title=''/><author><name>Aurelio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04040632578312912720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618678.post-108190635323141034</id><published>2004-04-13T22:31:00.000-03:00</published><updated>2004-04-13T22:37:24.920-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Nascido Em 4 de Julho&lt;/strong&gt;(Born on the Fourth of July, 1989)&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.dvdmania.co.pt/Imagens/Capas/born4thjuly-3.jpg"&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dirigido por:&lt;/strong&gt; Oliver Stone&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Com:&lt;/strong&gt; Tom Cruise, Kyra Sedgwick, Raymond J. Barry, Willem Dafoe, Frank Whaley, Jerry Levine, John Getz, Vivica A. Fox, Holly Marie Combs, Michael Wincott, Caroline Kava, Samantha Larkin, Robert Camilletti&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Indicado a:&lt;/strong&gt; 5 Golden Globe Awards(Melhor Filme de Drama*, Melhor Ator de Drama para Tom Cruise*, Melhor Trilha Sonora para John Williams, Melhor Diretor para Oliver Stone*, Melhor Roteiro para Ron Kovic e Oliver Stone*), 8 Oscars(Melhor Filme, Melhor Ator para Tom Cruise, Melhor Montagem*, Melhor Trilha Sonora para John Williams, Melhor Fotografia, Melhor Som, Melhor Diretor para Oliver Stone*, Melhor Roteiro Adaptado para Oliver Stone e Ron Kovic) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muitos filmes sobre a Guerra do Vietnã. Aliás, há muitos filmes sobre guerras, das mais variadas possíveis. Guerras épicas, clássicas, modernas, contemporâneas. As que mais costumam receber versões são a do Vietnã e a Segunda Mundial, o que insere em cada novo filme sobre elas uma pressão razoável. Mas o mais interessante é quando o diretor propõe um debate político, em vez de se concentrar na glória de um soldado em batalha ou qualquer americanada do tipo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Definitivamente, Nascido Em 4 de Julho não é um filme sobre a glória de um soldado. Apesar das palavras da mãe de Ron Kovic ("eu tive um sonho, Ron. Nele, você falava para multidões sobre coisas grandes, coisas importantes"), que co-escreveu o roteiro com o diretor Oliver Stone, sua vida não foi a de um honrado homem num posto alto do exército norte-americano, nem a de um presidente. Na verdade, todos os seus sonhos se perderam muito rápido e ele demorou até se encontrar, até cair em si e conhecer a real situação na qual estava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ron Kovic (Tom Cruise) é um excelente esportista, de bom porte físico, atlético, um prodígio de garoto, religioso e patriota. Disposto até a arriscar a possível chance que teria de ficar com Donna (Kyra Sedgwick), apenas pra ir lutar por seu país no Vietnã. Após conhecer os horrores da guerra e ser atingido, ficando paralisado da cintura pra baixo, perdendo qualquer chance de futuro brilhante que haveria para ele, Ron volta pra casa, pra descobrir que as coisas mudaram. A partir daí, toda a decadência de uma vida nos é mostrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário de Gandhi, o último filme comentado aqui, Nascido é uma cinebiografia que é um filme de drama de fato, e não um documentário. Stone, obcecado com guerras e poder, sabe dirigir um filme e evitar que ele perca o impacto, se tornando apenas um relato de fatos. Apesar de não ser exatamente conciso, o ritmo é ótimo (se perdendo só um pouco durante a passagem de Kovic pelo México, com uma cena bizarra em que Willem Dafoe e Tom Cruise, interpretando dois paralíticos, lutam no chão), e o desenvolvimento do personagem central é bem natural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, o personagem central brilha e desenvolve com o público uma simpatia incrível. Esse foi, provavelmente, o papel da vida de Tom Cruise. Escalá-lo foi uma decisão bem acertada, porque, apesar de ser um tanto batido ver alguém indo do céu ao inferno no cinema, Cruise o faz com competência. Kovic acaba se tornando, pro espectador, um símbolo da tragédia, do lado americano, que foi a batalha no Vietnã. O roteiro brinca com o lado psicológico do personagem, mostrando-o inicialmente até conformado com a situação, só pra depois explodir, se tornando um alcóolatra inverterado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fotografia é linda: as cenas inicias, com o pequeno Ron observando os soldados no desfile de 4 de julho, me deixaram embasbacado. Sem mencionar a beleza visual com a qual o país onde a batalha ocorre é trazida. O grande acerto do roteiro é nunca se concentrar na guerra em si, mesmo tendo acontecimentos importantes pro filme ocorrendo nela, e sim no impacto que ela teve sobre os jovens que foram lutar, cheios de orgulho, e voltaram e não sabiam mais o que fazer, sem braços, ou pernas, ou simplesmente enlouquecidos. Muito bem conduzido, sem tentativas fortes de expressar um "lado" na história toda, deve causar até hoje bons debates na terra do Tio Sam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De temática forte, Nascido Em 4 de Julho é marcante. Não tanto pelo choque, afinal, não há quase choque nenhum, hoje em dia, em saber de tudo que ocorre numa guerra. Mais pela realização cinematográfica, que traz uma união de Cruise e Stone inspirada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.epd.de/film/2001/5fifth.jpg"&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: 73/100&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618678-108190635323141034?l=cinestranho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/108190635323141034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/108190635323141034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinestranho.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108190635323141034' title=''/><author><name>Aurelio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04040632578312912720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618678.post-108181817895628622</id><published>2004-04-12T21:57:00.000-03:00</published><updated>2004-04-12T22:06:53.420-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Gandhi&lt;/strong&gt;(1982)&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.timmytheo.com/gandhi.jpg"&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dirigido por:&lt;/strong&gt; Richard Attenborough&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Com:&lt;/strong&gt; Ben Kingsley, Candice Bergen, Edward Fox, John Gielgud,Trevor Howard, Martin Sheen, Athol Fugard, Amrish Puri, Roshan Seth, Nigel Hawthorne&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Indicado a:&lt;/strong&gt; 5 Golden Globe Awards(Melhor Ator de Drama para Ben Kingsley*, Nova Estrela do Ano para Ben Kingsley*, Melhor Roteiro para John Briley*, Melhor Filme Estrangeiro*, Melhor Diretor para Richard Attenborough*), 11 Oscars(Melhor Filme*, Melhor Ator para Ben Kingsley*, Melhor Maquiagem, Melhor Som, Melhor Figurino*, Melhor Direção de Arte*, Melhor Fotografia*, Melhor Montagem*, Melhor Trilha Sonora para Ravi Shankar e George Fenton, Melhor Roteiro Original para John Briley*, Melhor Diretor para Richard Attenborough*) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Academia ama filmes que narram a história de algum personagem da vida real. Cinebiografias. Quando se trata de um personagem importante na história do mundo, é quase uma certeza de que ele conseguirá alguns Oscars, ou muitos. Mohandas Gandhi, que passou de advogado humilde a humilde líder não-oficial de uma nação, certamente foi uma das maiores personalidades do século passado, junto com Einstein e Chaplin, e se tornou símbolo do pacifismo, influenciando gente como Kurt Cobain e John Lennon. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era meio óbvio, portanto, que a vida de uma pessoa dessas mais cedo ou mais tarde viraria filme. E que, quando virasse, seria prestigiado na Academia. De fato, o filme abocanhou 8 prêmios na festa (embora a caixinha do DVD diga que foram 9 - o que é muito estranho, pesquisei em tudo quanto é lugar e só descobri 8 Oscars mesmo pro filme), foi aclamado, elevado ao status de clássico e a partir daí a carreira de Ben Kingsley deslanchou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas então, Gandhi é de fato um primor de filme? A impressão que eu fiquei é que Gandhi é um primor de vida, isso sim. E é mesmo, acho que quanto a isso não se pode discutir. Mas...bem, talvez eu esteja errado, porém, a produção acaba se saindo um...documentário com atores. O diretor Richard Attenborough prefere narrar todos, praticamente todos os eventos da vida do Mahatma, em vez de se concentrar em uma certa fase, ou em um certo objetivo alcançado por ele. É uma boa aula de história, mas como filme, acaba se saindo apenas como longo e cansativo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por sorte, tivemos acontecimentos grandiosos envolvendo a figura de Gandhi. Como quando os ingleses abriram fogo contra alguns indianos que estavam reunidos, após a prisão de Mohandas, matando 1500 pessoas, entre elas mulheres e crianças. E há sempre o choque de saber que o homem uniu hindus e muçulmanos e conseguiu com que eles jamais usassem violência, mesmo se estivessem apanhando. Esse tipo de coisa é o que domina o filme positivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há bastante realismo, até por isso é uma aula de história de 3 horas: cenas intensas filmadas com multidões, que nos dão a sensação de estar vivendo tudo aquilo. Isso sem mencionar a performance memorável de Ben Kingsley, de longe, a melhor coisa do filme de Attenborough. Pode-se acreditar que aquele ali é de fato o líder, ressuscitado. Porém, isso parece vir mais do ator mesmo, já que o resto do elenco está bom, mas só. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, quando se analisa todo o pacote, vendo-o como filme dramático, parece algo meio fabricado demais. É ótimo, excelente como documentário, mas o filme é um drama. Sendo assim, ele não apresenta nada de tão inovador, nada que o torne digno de ser aplaudido de pé ou coisa assim. A direção e o roteiro parecem injetar uma dose grande de emoção barata, com vilões britânicos de bigodinho, trilha sonora quase induzindo você a sentir algo e câmera em ângulos batidos com o mesmo objetivo. Talvez se a história tivesse sido romantizada em excesso, eu estaria fazendo reclamações 100% contrárias as que eu estou fazendo agora, quem sabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é um pouco doído saber que sempre que a Academia jamais premiará um filme que seja mais ousado, mais artístico, mais humano - ao menos, quando este estiver concorrendo com um que simplesmente retrate a vida de uma pessoa tão incrível. Mas as vidas de pessoas incríveis necessariamente rendem filmes incríveis? Se fosse verdade, A Paixão de Cristo só receberia reviews positivos. O que não vem acontecendo - aliás, muito pelo contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.rp-online.de/image/47/mm51ea55964924f847.jpeg"&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: 59/100&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618678-108181817895628622?l=cinestranho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/108181817895628622'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/108181817895628622'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinestranho.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108181817895628622' title=''/><author><name>Aurelio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04040632578312912720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618678.post-108156108603638245</id><published>2004-04-09T22:23:00.000-03:00</published><updated>2004-04-09T22:47:46.013-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Spartacus&lt;/strong&gt;(1960)&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.wumingfoundation.com/images/spartacus.jpeg"&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dirigido por:&lt;/strong&gt; Stanley Kubrick&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Com:&lt;/strong&gt; Kirk Douglas, Jean Simmons, Laurence Olivier, Charles Laughton, Peter Ustinov, Tony Curtis, John Gavin, Nina Foch, Woody Strode&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Indicado a:&lt;/strong&gt; 6 Golden Globe Awards(Melhor Filme de Drama*, Melhor Ator Coadjuvante para Peter Ustinov, Melhor Ator Coadjuvante para Woody Strode, Melhor Ator de Drama para Laurence Olivier, Melhor Diretor para Stanley Kubrick, Melhor Trilha Sonora para Alex North), 6 Oscars(Melhor Ator Coadjuvante para Peter Ustinov*, Melhor Figurino, Melhor Direção de Arte*, Melhor Montagem, Melhor Fotografia*, Melhor Trilha Sonora para Alex North) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Spartacus, hoje em dia, é visto com olhos estranhos, principalmente pelos fãs de Kubrick. Afinal, esse é o filme mais "superprodução hollywoodiana" que Kubrick já dirigiu. Ele não o escreveu, nem esteve envolvido na pré-produção. Ou seja, é o filme de Kubrick menos Kubrick que existe. O fato é que havia vários "filmes de toga" nos anos 60, e esse parecia mais um. Mas não é razão pra desmerecer Spartacus, porque ele permanece como sendo o mais destacável, uma experiência cinematográfica incrível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O diretor original do filme era Anthony Mann. Mas este, desde o início, era pra ser um filme de Kirk Douglas, pois não só ele é a estrela, como também produtor-executivo. O que quer dizer que a grana tava saindo do bolso dele, e geralmente, o dono da bola é quem decide as coisas. Após alguns poucos dias, Mann foi demitido e Douglas chamou Stanley Kubrick, com quem havia trabalhado antes em Glória Feita de Sangue. Mesmo com uma liberdade artística bastante questionável, o diretor não deixou de incluir seu toque. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história, embora romantizada, é real: em 73 a.C. havia um escravo de nome Spartacus que liderou uma revolta em busca de liberdade. Só que o fato de eu ter passado menos de meia aula aprendendo sobre ele quer dizer que não foi uma coisa tão grande assim. Ou quer dizer que minha escola é ruim, sei lá. Spartacus (Kirk Douglas), tendo escapado da vida de gladiador na academia de gladiadores de Batiatus (Peter Ustinov), onde conheceu e se apaixonou por Varinia (Jean Simmons), propõe aos que fugiram com ele que libertem outros, formando um exército, e saiam do alcance dos romanos. Sonha que um dia chegue onde ele tenha um filho, e esse filho nasça livre. O Senador Crassus (Laurence Olivier), mesmo com inimigos em Roma, tem concedido a ele o poder para rechaçar os rebeldes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Honestamente, Spartacus é o filme de 3 horas que passou mais rápido pra mim, dos filmes de 3 horas que já vi. Talvez porque a ação seja constante (é muito mais legal de se ver, aliás, do que Gladiador, de Ridley Scott - e ok, as comparações acabam aqui, juro). Como épico, e como superprodução, é sensacional e acima da média. As batalhas são bem coordenadas e toque de Kubrick que citei está na fotografia, feita por ele: muito bela, como costuma ser em seus filmes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ustinov, que faleceu recentemente, era um grande ator, e sua performance como Batiatus é fascinante. Rouba a cena toda vez em que aparece. Aliás, o elenco está no geral muito bem, com uma atuação grande de Olivier (o personagem deste, aliás, tem um fundo de homossexualismo interessante), e um bom Kirk Douglas se garantindo como protagonista. A trama é envolvente o suficiente pra dar margem às boas representações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há cenas típicas de épicos (como a do "Eu sou Spartacus!"), clichês desse tipo de drama, e tudo mais. Mas ainda assim, o fato de haver um fundo de política e desumanização, especialmente no começo quando Spartacus é de fato um escravo, compensa. Compensa e faz o filme "stand out", brilhar no meio dos outros "filmes de toga". Mesmo a voz quase inaudível de Kubrick está lá. Infelizmente, pra muita gente, esse sempre será o filme que poderia ter sido feito por qualquer outro diretor. O que, na minha opinião, não é verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.murphsplace.com/olivier/spartacus/crass.jpg"&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: 78/100&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618678-108156108603638245?l=cinestranho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/108156108603638245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/108156108603638245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinestranho.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108156108603638245' title=''/><author><name>Aurelio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04040632578312912720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618678.post-108147463883832543</id><published>2004-04-08T22:34:00.000-03:00</published><updated>2004-04-08T22:47:10.403-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;O Sol é Para Todos&lt;/strong&gt;(To Kill A Mockingbird, 1962)&lt;br /&gt;&lt;img src="http://dvdmg.com/tokillamockingbird.gif"&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dirigido por:&lt;/strong&gt; Robert Mulligan&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Com:&lt;/strong&gt; Gregory Peck, Mary Badham, Philip Alford, Brock Peters, Robert Duvall, John Megna, Frank Overton, Collin Wilcox, Estelle Evans, Rosemary Murphy, James Anderson&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Indicado a:&lt;/strong&gt; 4 Golden Globe Awards(Melhor Filme de Drama, Melhor Trilha Sonora para Elmer Bernstein*, Melhor Ator de Drama para Gregory Peck*, Melhor Diretor para Robert Mulligan), 8 Oscars(Melhor Filme, Melhor Direção de Arte*, Melhor Trilha Sonora para Elmer Bernstein, Melhor Fotografia, Melhor Atriz Coadjuvante para Mary Badham, Melhor Ator para Gregory Peck*, Melhor Roteiro Adaptado para Horton Foote*, Melhor Diretor para Robert Mulligan) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lee Harper havia escrito um livro, que acabou se tornando vencedor do prêmio Pulitzer. Mas O Sol é Para Todos havia nascido mesmo era pra se tornar um filme - um que alguns dizem ter sido a melhor adaptação de livro pra filme já feita. Não só isso, o American Film Institute elegeu Atticus Finch como o maior herói da história do cinema, batendo os nomes que sempre ouvimos em listas dessas coisas. Teríamos perdido muito não tivesse o livro de Lee Harper virado roteiro cinematográfico? Sim, mas não pelas razões citadas: ele era necessário à época de seu lançamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feito em 1962, ainda em preto e branco quando alguns filmes já estavam saindo coloridos, O Sol é Para Todos é contado do ponto de vista de uma criança, o que já fica claro na interessante cena inicial, onde, com giz de cera, nos é revelado o título da película. A história se passa nos tempos da Depressão, nos EUA. Ou melhor, no Sul dos EUA, onde a pobreza e o racismo imperavam (ou seria...imperam?). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Scout (Mary Badham) é uma garota de pouca idade, de família humilde, vivendo numa cidade pequena, com seu irmão Jem (Philip Alford) e seu pai Atticus (Gregory Peck), que é advogado. Certa feita, Atticus tem de defender Tom Robinson (Brock Peters), um homem negro acusado injustamente de estupro. Por quê? Porque ninguém o defenderia. Outro personagem interessante é o bicho-papão local, Boo Radley (Robert Duvall, em seu primeiro papel num filme), cuja vida é cercada de lendas, que envolvem ter atacado o próprio pai com uma tesoura. Ninguém sabe ao certo, afinal, ninguém nunca o vê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme não é exclusivamente sobre racismo, embora denuncie, ou melhor, reforce os lados podres da terra norte-americana, com alcoolismo, miséria e preconceito. Mas justamente por ser narrado através da visão de Scout, o grande choque pelo qual todos passamos ao perder a inocência (e alguns de nós perdem-na de maneira mais chocante, que é o caso da garota em questão) é o que segura a trama e a leva em frente. O carinho que ela tem pelo pai, a vergonha que sente em ser uma garota, as brigas que insiste em se envolver, todas essas coisas são exploradas sutilmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A performance de Gregory Peck, que lhe rendeu o Oscar, é fantástica. Embora esse não seja um "filme de tribunal" - daqueles que se resumem a discursos bonitos de advogados que mudam o pensamento das pessoas. Há a cena do julgamento, e há um discurso poderoso, mas bom, pelo menos eu não vi assim -, seu Atticus Finch é comovente. Um personagem construído na medida certa de idealização (sem exageros bobos - ok, mérito do roteiro, mas qualquer sinal ou maneirismo adicional de Peck teria jogado isso fora), daqueles que agüentam cusparadas mas, de cabeça fria, não reagem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mary Badham também não está ruim, muito pelo contrário. O que é ótimo, aliás, pois normalmente crianças bonitinhas estragam um filme, porque costumam ser forçadas. As outras crianças do filme não comprometem. Robert Duvall, num personagem que não fala uma palavra sequer, já mostra que teria futuro, fazendo um Radley infantil e doce. Por fim, há Brock Peters, que também merece destaque: Robinson encarna o sentimento do injustiçado, do perseguido. Seu depoimento no tribunal é incrível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, a trilha sonora nostálgica de Elmer Bernstein mais a boa direção de Robert Mulligan completam o pacote. Um filme maduro, que faz pensar sem deixar de divertir. Matar sabiás é um pecado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.reelclassics.com/Actors/Peck/images7/peck_mockingbird_gun.jpg"&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: 77/100&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618678-108147463883832543?l=cinestranho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/108147463883832543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/108147463883832543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinestranho.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108147463883832543' title=''/><author><name>Aurelio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04040632578312912720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618678.post-108138917035479501</id><published>2004-04-07T22:51:00.000-03:00</published><updated>2004-04-07T23:00:40.046-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra&lt;/strong&gt;(Pirates of the Caribbean: The Curse of the Black Pearl, 2003)&lt;br /&gt;&lt;img src="http://divxbg.net/63/Pirates%20Of%20The%20Caribbean%20(2003)(2CD).jpg"&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dirigido por:&lt;/strong&gt; Gore Verbinski&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Com:&lt;/strong&gt; Johnny Depp, Orlando Bloom, Keira Knightley, Geoffrey Rush, Jonathan Pryce, Jack Davenport, Mackenzie Crook, Lee Arenberg, Zoe Saldana&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Indicado a:&lt;/strong&gt; 1 Golden Globe Award(Melhor Ator de Comédia para Johnny Depp), 5 Oscars(Melhor Ator para Johnny Depp, Melhor Maquiagem, Melhor Edição de Som, Melhor Mixagem de Som, Melhores Efeitos Especiais) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da Disney, baseado numa atração de um parque temático da Disney (que, aliás, é uma das fascinações de Michael Jackson - seria por lembrá-lo de Peter Pan?), produzido por Jerry Bruckheimer, dirigido por Gore Verbinski (que, ok, não é tão ruim). Piratas do Caribe tinha vários fatores que poderiam resultar numa bomba de verão americana, dessas que depois viram filmes 100% Sessão da Tarde. O que se vê, no entanto, é um bom filme de aventura. O que é estranho. Já mencionei que é produzido por Jerry Bruckheimer?  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrito pelo pessoal do divertido Shrek, Piratas acaba se saindo como um divertido filme sobre...piratas, com direito a tesouros, ilhas, navios, maldições. Felizmente, os chefões da Disney não fizeram a bobagem de cortar um monte de coisa e esse se tornou (acredito eu) o primeiro filme do estúdio com censura 12 anos. Piratas do Caribe é divertido, e uma boa produção nos moldes dos Blockbusters.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elizabeth Swann (Keira Knigthley), filha do governador, é raptada pelo Capitão Barbossa (Geoffrey Rush), num ataque do temido navio Pérola Negra à cidade de Port Royal. Cabe a Will Turner (Orlando Bloom), secretamente apaixonado pela moça, aproveitar que o Capitão Jack Sparrow (Johnny Depp) está por ali, libertá-lo da prisão, e um se usar do interesse do outro (afinal, Sparrow uma vez já havia sido o capitão do Pérola Negra, e pretende tomá-lo das mãos de Barbossa). Mais tarde, é revelada ao espectador a maldição citada no título do filme: a tripulação do Pérola é composta por mortos-vivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O roteiro meio que derrapa tentando amarrar um elemento com o outro, e tudo parece meio conveniente demais. Mas até aí não há problema, pois o fato dele ser um tanto previsível e ter alguns diálogos fraquinhos é o que realmente tira um pouco do brilho do filme. Talvez um pouco mais de humor negro e uma menor preocupação em fazer uma trama soar adulta (poderia muito bem ter mais cenas de ação; as poucas que temos, aliás, são ótimas) cairiam melhor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que tem que ser avaliado à parte é a atuação de Depp como Capitão Rolling Stone. Digo, Jack Sparrow. O ator simplesmente encarna Keith Richards e dá pra ver, basicamente, como seria se o guitarrista tivesse nascido muitos anos antes e optado por uma carreira em alto mar. Mas não pára por aí: essa é simplesmente a melhor atuação de Johnny Depp. Ok, é injusto dizer isso sem ter visto todos os filmes dele, mas há algumas semanas atrás eu comentava sobre Edward, Mãos de Tesoura e o bom trabalho dele nesse filme. Não que Edward seja pior como filme, por favor, mas em Sparrow, Depp cria um anti-herói extremamente carismático, com toques sutis que fazem dele a melhor coisa do filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resto do elenco não está ruim. Keira Knightley e Orlando Bloom fazem o que se poderia esperar que fizessem, e o bom Geoffrey Rush constrói um Barbossa perturbado e interessante - mas os estereótipos presentes no roteiro fazem os elogios pararem por aí. A direção de Verbinski é bem hollywoodiana: se alguma vez no filme você achar que será surpreendido, esqueça, ele vai exatamente pelo caminho mais óbvio. Mas isso não prejudica o filme, ao mesmo tempo que o impede de ter sido ainda melhor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bons efeitos visuais, trilha sonora legalzinha, fotografia razoável (achei que a cena inicial tem um clima meio artificial, mas no resto do filme, felizmente, o erro não se repete). Como não gostar de Piratas? Claramente aberto pra continuações (com subtítulo e tudo), com um dos personagens mais legais que surgiram recentemente, faz falta só um toque um pouco diferente, que escaparia de alguns clichês. Como teria feito falta, por exemplo, Spielberg em Indiana Jones. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://images.chron.com/content/news/photos/03/07/09/rpirates.jpg"&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: 61/100&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618678-108138917035479501?l=cinestranho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/108138917035479501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/108138917035479501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinestranho.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108138917035479501' title=''/><author><name>Aurelio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04040632578312912720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618678.post-108095219139852961</id><published>2004-04-02T21:23:00.000-03:00</published><updated>2004-04-02T21:50:19.200-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Procurando Nemo&lt;/strong&gt;(Finding Nemo, 2003)&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.sorry.demon.nl/images/DVD%201%20Finding%20Nemo.jpg"&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dirigido por:&lt;/strong&gt; Andrew Stanton e Lee Unkrich&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Com as vozes de:&lt;/strong&gt; Albert Brooks, Alexander Gould, Ellen DeGeneres, Willem Dafoe, Allison Janney, Geoffrey Rush, Eric Bana, Brad Garrett, Erik Per Sullivan, John Ratzenberger, Nicholas Bird, Andrew Stanton &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Indicado a:&lt;/strong&gt; 1 Golden Globe Award(Melhor Filme de Comédia), 4 Oscars(Melhor Filme de Animação*, Melhor Trilha Sonora para Thomas Newman, Melhor Edição de Som, Melhor Roteiro Original para Andrew Stanton, Bob Peterson e David Reynolds) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procurando Nemo, ou "Pleculando Nemo", como disse a pessoa de 4 anos que me emprestou o DVD, é mais um desses filmes da Pixar. Mais um desses filmes da Pixar? Sim, mais um daqueles que fazem você sorrir espontaneamente enquanto está assistindo, deliciando cada momento daquela ótima experiência cinematográfica. Talvez a saga do peixinho Nemo seja o melhor que tivemos até agora vindo da Pixar/Disney, talvez não. Só espero que os próximos trabalhos sejam do nível que foram todos os produzidos até agora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aventura, dessa vez, é protagonizada por um peixe-palhaço de nome Nemo (dublado por Alexander Gould). Seu pai, Marlín (dublado por Albert Brooks), é superprotetor, afinal, Nemo é seu único filho e ele perdeu a esposa. Cansado de agüentar o pai e seu excesso de amor por ele, Nemo se rebela, mas acaba sendo pego por um mergulhador e vai parar no aquário de um dentista australiano. A partir daí, acompanhamos a busca de Marlín e sua amiga Dory (com a voz deliciosa da comediante Ellen DeGeneres), que sofre de perda de memória recente, por Nemo, e a tentativa de fuga deste do lugar onde está preso, ajudado por alguns amigos novos, feitos ali mesmo, no aquário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visualmente, o filme é lindo. Mas até aí, normal: há a competência dos animadores da Pixar, que pode ser vista em qualquer um dos seus outros filmes, e há também a questão do dinheiro. Mas o fato é que o ambiente aquático é belo até não poder mais. Cada detalhezinho foi levado em conta, e, honestamente, o filme valeria só pelo visual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Provavelmente a primeira animação infantil com três personagens problemáticos - embora eu não conheça muito dessa arte pra afirmar isso com convicção. Mas o protagonista tem uma "nadadeira da sorte", Dory não guarda bem as coisas e Marlín ama demais. Enfim, Nemo é divertidíssimo. É um filme família, com uma história bonitinha, mas que não deixa de ter um fundo educativo sutil. Não é a coisa mais brilhante do mundo, mas sendo bem conduzido (um ótimo ritmo pra 100 minutos de filme), bem escrito e bem atuado (afinal, dubladores são atores, oras), se destaca. Na competência dos realizadores é que mora a diferença do filme infantil bom pro ruim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tivesse que resumir o filme com uma palavra, diria "delicioso". E é bem por aí. Procurando Nemo (ou "Pleculando Nemo") serve de entretenimento tanto para adultos quanto para crianças. E os pais de filhos com deficientes agradecem. Longa vida à Pixar.     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://dentix.blog.excite.it/img/finding-nemo.jpg"&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: 72/100&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618678-108095219139852961?l=cinestranho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/108095219139852961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/108095219139852961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinestranho.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108095219139852961' title=''/><author><name>Aurelio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04040632578312912720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618678.post-108044091670786688</id><published>2004-03-27T23:26:00.000-03:00</published><updated>2004-03-27T23:32:08.903-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Tipo. Assim. Essa semana tá bem agitada. Provavelmente não vou conseguir postar, nem ver filme algum. Mas o blog ainda tá vivo. Não se sintam intimidados se quiserem comentar algum post mais de lá de baixo, eu olho todos os posts quando abro isso aqui, pra ver se tem comentário novo. Enfim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até daqui a alguns dias...!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618678-108044091670786688?l=cinestranho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/108044091670786688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/108044091670786688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinestranho.blogspot.com/2004_03_01_archive.html#108044091670786688' title=''/><author><name>Aurelio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04040632578312912720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618678.post-108043935476865294</id><published>2004-03-27T22:59:00.000-03:00</published><updated>2004-04-10T09:11:39.030-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Amadeus&lt;/strong&gt;(1984)&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.movieactors.com/wincovers/amadeus.jpeg"&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dirigido por:&lt;/strong&gt; Milos Forman&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Com:&lt;/strong&gt; F. Murray Abraham, Tom Hulce, Elizabeth Berridge, Simon Callow, Roy Dotrice, Jeffrey Jones, Charles Kay&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Indicado a:&lt;/strong&gt; 6 Golden Globe Awards(Melhor Filme de Drama*, Melhor Ator Coadjuvante para Jeffrey Jones, Melhor Ator de Drama para Tom Hulce, Melhor Ator de Drama para F. Murray Abraham*, Melhor Diretor para Milos Forman*, Melhor Roteiro para Peter Shaffer*), 11 Oscars(Melhor Filme*, Melhor Fotografia, Melhor Montagem, Melhor Maquiagem*, Melhor Direção de Arte*, Melhor Figurino*, Melhor Som*, Melhor Ator para Tom Hulce, Melhor Ator para F. Murray Abraham*, Melhor Diretor para Milos Forman*, Melhor Roteiro Adaptado para Peter Shaffer*) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mediocridade é a pior coisa do mundo: saber que somos medianos em algo. E só. Não somos gênios, nem excelentes, nem coisa alguma. Dá pro gasto, numa linguagem mais popular. Essa linha, que separa a divindade do homem que não é ruim mas também não é bom, é visível pra qualquer um. E é, ao mesmo tempo, a mais cruel das linhas divisórias. Por que existem pessoas que praticam basquete 24 horas por dia, amam o esporte como nada mais na vida, mas não jogam tão bem quanto o Michael Jordan? Assim são as coisas: o talento é algo com o qual algumas pessoas nascem, outras não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amadeus é um filme sobre essas coisas: mediocridade e genialidade, pessoas esforçadas e pessoas naturalmente talentosas. Quem nos narra essa história é Antonio Salieri (F. Murray Abraham), compositor do Imperador austríaco (Jeffrey Jones) que, já no final da vida, afirma ter matado o maior músico que ele havia conhecido: Wolfgang Amadeus Mozart (Tom Hulce). Salieri era tudo que Mozart não era: rico, favorecido pelo Imperador, reconhecido. E medíocre. Por isso, invejava o jovem. Por que Deus escolhera como sua forma de falar com o mundo aquela criança obscena, ridícula, arrogante? Por que não ele, Salieri, uma pessoa esforçada, que implorara ao Senhor para que lhe fizesse Seu instrumento? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;F. Murray Abraham nos presenteia com uma das maiores atuações já registradas. Com um personagem extremamente complicado e ambíguo, que sabia reconhecer o talento divino de Mozart mas justamente por isso invejava-o, ele se adapta perfeitamente no papel de homem amargo. Ele admira e odeia o rival. Faz de tudo para que ele tenha poucas apresentações, mas comparece em segredo a todas. Abraham apenas com o olhar para o padre com o qual Salieri se confessa traduz tudo isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, o elenco é excelente: apesar de Tom Hulce ter perdido o Oscar e o Golden Globe para Abraham, seu Mozart é exagerado, infantil, deliciosamente pervertido. Aquela risada que atormentou Salieri depois de sua morte, ah, aquilo foi muito bem criado, um símbolo da alma do compositor. Elizabeth Berridge, como Constanze, a esposa de Wolfgang, também está digna de elogios. Jeffrey Jones, como o "Imperador musical", um sábio imbecil, também se garante. A direção de atores de Milos Forman sempre foi formidável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Forman, aliás, nos entrega uma direção ótima, com cenas e mais cenas de óperas muitíssimo bem conduzidas. Peter Shaffer, o autor da peça de teatro Amadeus, que também a roteirizou para o cinema, ajuda nesse aspecto, dando ao diretor uma história incrível pra ser contada. Forman é muito bom em retratar personagens reais, fazendo cinebiografias. Mesmo com a romantização da história de Salieri e Mozart, há alma, há vida na trama, sem exageros bobos. A música, ah, a música. Assistir esse filme sem falas, num cinema, somente com a trilha sonora, deve ser uma experiência memorável - há essa opção no DVD, mas pena que só lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me aproximando do fim dessa crítica (humilde e mal escrita, sempre é bom lembrar, Amadeus merecia mais), vejo que vou ter que dar uma nota de obra-prima ao filme. Na verdade, até tem lá seus defeitos. Não gostei da maquiagem que envelheceu Abraham, por exemplo. Mas não vou ser como Salieri e o Imperador, que disseram que Mozart usava "notas demais", somente pra apontar falhas, em lugares onde elas não existem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, só gostaria de relembrar a parte que, na minha opinião, dá um ótimo resumo do filme e representa-o perfeitamente: quando Wolfgang já está doente, abatido pelo fantasma do passado trazido à vida por Salieri, e compõe sua Missa das Almas. Numa cena fenomenal, Hulce, suando na cama, vai ditando a Abraham o que escrever, num ritmo rápido, frenético. Antonio se espanta com aquilo, e finalmente verifica: ao não conseguir acompanhar, ele estava muito abaixo da genialidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.coastal.edu/library/amadeus.jpg"&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: 91/100&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618678-108043935476865294?l=cinestranho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/108043935476865294'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/108043935476865294'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinestranho.blogspot.com/2004_03_01_archive.html#108043935476865294' title=''/><author><name>Aurelio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04040632578312912720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618678.post-108035135107030825</id><published>2004-03-26T22:31:00.000-03:00</published><updated>2004-04-20T20:15:16.356-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Rain Man&lt;/strong&gt;(1988)&lt;br /&gt;&lt;img src="http://health.icareasia.com.tw/feature/0011-3/images/Rain%20man.gif"&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dirigido por:&lt;/strong&gt; Barry Levinson&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Com:&lt;/strong&gt; Dustin Hoffman, Tom Cruise, Valeria Golino, Jerry Molden, John M. Murdock, Michael D. Roberts, Ralph Seymour, Lucinda Jenney, Bonnie Hunt, Kim Robillard&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Indicado a:&lt;/strong&gt; 4 Golden Globe Awards(Melhor Filme de Drama*, Melhor Ator de Drama para Dustin Hoffman*, Melhor Diretor para Barry Levinson, Melhor Roteiro para Ronald Bass e Barry Morrow), 8 Oscars(Melhor Filme*, Melhor Fotografia, Melhor Direção de Arte, Melhor Ator para Dustin Hoffman*, Melhor Montagem, Melhor Trilha Sonora para Hans Zimmer, Melhor Roteiro Original para Ronald Bass e Barry Morrow*, Melhor Diretor para Barry Levinson*) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Well, she was just seventeen/You know what I mean/And the way she looked/Was way beyond compare/So how could I dance with another/Oh, when I saw her standing there"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;(The Beatles - I Saw Her Standing There)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;85% das iscas para o Oscar cumprem seus objetivos e são premiadas. Dessas, apenas 40% são bons filmes. Rain Man é um deles. Não sei se merecia um Oscar de fato, nem considero um dos melhores filmes já feitos. Mas não é ruim e foi produzido com cuidado. Quem dera todos as iscas fossem assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Charlie Babbitt (Tom Cruise) é um cara um tanto amargurado e fechado. Enquanto o filme vai rolando, percebemos que é a ausência do amor do pai na infância que o fez assim - ele inclusive fugiu de casa aos 16. Quando seu progenitor morre, Charlie só vai ouvir a leitura do testamento por um motivo: dinheiro. Ao descobrir que só recebeu o carro que causou o desentendimento que levou à sua fuga na juventude e algumas rosas, ele vai atrás de quem de fato herdou dinheiro (3 milhões de dólares, nada mau) de seu pai. Essa pessoa é ninguém menos que o irmão que ele nunca conheceu: Raymond Babbitt (Dustin Hoffman), um autista sábio, ou qualquer coisa assim, com grande inteligência para certas coisas, e uma grande memória. Charlie rapta-o, a fim de conseguir os tais 3 milhões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Normalmente, os filmes em que um ator representa algum personagem com doença física ou mental são bobos demais, apelando até pra curas milagrosas e redenções de vidas perdidas. Em Rain Man não se vê isso: o desenvolvimento da personalidade antes mesquinha de Charlie é lento e verossímil. Aliás, fiquei surpreso em ver que Tom Cruise dá uma atuação acima do regular de sempre. Talvez seja ele o melhor ator da película.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que Dustin Hoffman esteja ruim. Ele faz o típico papel de deficiente, o que impede uma atuação mais baseada no que quem representa realmente está sentido, acredito eu. O fato de Hoffman ter de decorar frases e números, pra ilustrar a boa memória de Raymond, e de ter de agir como não age normalmente, bloqueia um pouco a liberdade do ator, e exige alguns vícios nos gestos. Mas a química entre Hoffman e Cruise está ótima, e de uma hora pra outra pode-se passar a considerar, sem ressalvas, que pessoas tão fisicamente diferentes como Charlie e Raymond são de fato irmãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autismo funciona muito bem no contexto do filme. Levinson achou um senso de humor fácil e sem grosserias pra explorar a doença, e a interação entre Charlie e o irmão. O roteiro de Ronald Bass e Barry Morrow à primeira vista pode parecer previsível, aquele tipo de filme de viagens pela estrada, mas incrivelmente em Rain Man a coisa parece fresca, nova - talvez porque eles não caíram no clichê, algo que seria tão simples de se fazer com uma história de deficiência e irmãos nunca apresentados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, Rain Man flui bem porque tem como um dos protagonistas alguém que não pode evoluir emocionalmente (embora esse tipo de coisa seja possível em Hollywood). No entanto, Raymond nunca deixa de ser simpático, talvez pelo carisma de Dustin Hoffman, sua habilidade de dizer uma frase como "estou sem cueca" da maneira mais singela possível, dando ao que poderia ter sido um dramalhão momentos cômicos envolvendo um autista, algo que soaria rude em outras leituras. Já a evolução de Charlie é bem vagarosa, e no final nem se vê grandes diferenças entre sua personalidade no início e a mesma no final. Mas se sabe que aquele é um homem mudado. Méritos de Barry Levinson, dos roteiristas e - por que não? - de Tom Cruise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.oscars.org/press/pressreleases/images/030826.jpg"&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: 70/100&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618678-108035135107030825?l=cinestranho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/108035135107030825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/108035135107030825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinestranho.blogspot.com/2004_03_01_archive.html#108035135107030825' title=''/><author><name>Aurelio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04040632578312912720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618678.post-108026185248067052</id><published>2004-03-25T21:41:00.000-03:00</published><updated>2004-03-25T21:59:56.293-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Casamento Grego&lt;/strong&gt;(My Big Fat Greek Wedding, 2002)&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.puk.ac.za/film/2003/my%20big%20fat%20greek%20wedding.jpg"&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dirigido por:&lt;/strong&gt; Joel Zwick&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Com:&lt;/strong&gt; Nia Vardalos, Louis Mandylor, Gia Carides, John Corbett, Joey Fatone, Andrea Martin, Lainie Kazan, Bruce Gray, Michael Constantine&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Indicado a:&lt;/strong&gt; 2 Golden Globe Awards(Melhor Filme de Comédia, Melhor Atriz de Comédia para Nia Vardalos), 1 Oscar(Melhor Roteiro Original para Nia Vardalos) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo ano surge um filme americano, meio pequeno, que arranca elogios da crítica, sabe-se lá porquê. Filmes que não são Blockbusters e que, aparentemente, são louvados somente por isso. Ou então, vê-se qualidades inexistentes neles só por isso, vai saber. O fato é que Casamento Grego se encaixa perfeitamente nessa categoria. Escrito pela engraçada Nia Vardalos, que também atua nele, esse filme acaba se saindo só como um sitcom mais longo e sem graça. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toula (Nia Vardalos) é uma mulher de família grega (doh!) que, aos 30 anos, feia e ainda vivendo com os pais, se apaixona por Ian (John Corbett), assim como ele por ela, o que logo resulta em noivado. Porém, garotas gregas devem se casar com garotos gregos, e Ian não poderia ser mais americano. Assim começam os conflitos entre Toula e a própria família, especialmente entre ela e seu pai Gus (Michael Constantine). Ela se sente envergonhada de ter uma família que fala tão alto e é tão calorosa, e ele acha uma desonra sua filha estar pra se casar com um "xeno", um não-grego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vardalos parece desesperada em tentar fazer rir com seu filme, inserindo várias piadas bobas, previsíveis, e sem muito timing. O que dizer daquela vovó que veio direto da Grécia e implora pra ser engraçada e simpática? Enfim, quem dera fosse só isso. Ela poderia até vir a se tornar uma grande roteirista, mas nessa película as coisas não funcionam: Nia tenta de todas as maneiras estereotipar os personagens, meio que pra agradar aos "xenos" que assistiriam o filme, ao mesmo tempo em que coloca tudo que tinha pra dizer sobre a Grécia num roteiro só, exorcisando alguns traumas de infância. Infelizmente, a "autobiografia" não se sai nada bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Irrita também o processo de embelezamento que Toula sofre: no começo do filme, ela está mais estranha que esse blog. É só passar a freqüentar a faculdade que...bom, ela não vira grande coisa, mas melhora muito. A maquiagem foi usada em excesso no início. Já Ian, o americano, está simplesmente superficial, disposto a fazer tudo pela mulher que conheceu a poucos meses. Desse jeito, já dá até pra saber como o casamento vai terminar: Casamento Grego 2 - My Big Fat Greek Divorce.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, o que realmente não funciona em Casamento Grego são os estereótipos étnicos. A maioria dos personagens (isso é, todo mundo menos Toula, Ian e Gus) está lá só pra estar. Sem desenvolvimento algum, só pra contrastar, pra mostrar que americanos são americanos, gregos são gregos. Isso até poderia funcionar, não fosse a trama central mais uma dessas comédias românticas açucaradas e um pouco exageradas, que por aí existem aos montes. Essa aqui tem até um carinha do NSync.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://metropolis.japantoday.com/xmg/486/My-big-fat-wedding.jpg"&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: 41/100&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618678-108026185248067052?l=cinestranho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/108026185248067052'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/108026185248067052'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinestranho.blogspot.com/2004_03_01_archive.html#108026185248067052' title=''/><author><name>Aurelio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04040632578312912720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618678.post-108008486741798150</id><published>2004-03-23T20:30:00.000-03:00</published><updated>2004-03-23T20:43:51.686-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;O Último Imperador&lt;/strong&gt;(The Last Emperor, 1987)&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.scope.dk/images/movie/2281_kinassidstekejser.jpg"&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dirigido por:&lt;/strong&gt; Bernardo Bertolucci&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Com:&lt;/strong&gt; John Lone, Joan Chen, Peter O'Toole, Ruocheng Ying, Vivian Wu, Richard Vuu, Tsou Tijger&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Indicado a:&lt;/strong&gt; 5 Golden Globe Awards(Melhor Filme de Drama*, Melhor Ator em Drama para John Lone, Melhor Roteiro para Mark Peploe e Bernardo Bertolucci*, Melhor Trilha Sonora para Ryuichi Sakamoto, David Byrne e Cong Su*, Melhor Diretor para Bernardo Bertolucci*), 9 Oscars(Melhor Filme*, Melhor Direção de Arte*, Melhor Fotografia*, Melhor Figurino*, Melhor Montagem*, Melhor Trilha Sonora para Ryuichi Sakamoto, David Byrne e Cong Su*, Melhor Som*, Melhor Diretor para Bernardo Bertolucci*, Melhor Roteiro Adaptado para Mark Peploe e Bernardo Bertolucci*) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filmes feitos por ocidentais sobre o Oriente são incrivelmente parecidos uns com os outros. Seja no roteiro tentando soar profundo e/ou envolvendo algum ocidental branco e de olhos claros, seja nas tomadas clichê filmando multidões vistas de cima, o espetáculo acaba sempre se mostrando um grande deja-vu. Aclamado pela crítica, O Último Imperador não foge à regra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baseado na autobiografia de Pu Yi, o imperador que foi pego de surpresa pela formação de uma república na China, em 1912, o filme de Bertolucci é incrivelmente belo no visual. Todos os Oscars técnicos foram merecidos, isso é inegável. Mas normalmente os grandes filmes de Hollywood nunca vacilam nessa área mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme se passa através das memórias de Pu Yi  (interpretado por vários atores em idades diferentes: Richard Vuu aos 3, Tsou Tijger aos 8, John Lone adulto), que está numa prisão comunista. Tendo 3 anos quando se sentou pela primeira vez no trono e 7 quando abdicou, o garoto cresceu praticamente preso dentro da chamada Cidade Proibida. Evoluindo sem muito senso de realidade, ele só pôde sair de lá aos 18. Toda sua vida é narrada: o casamento, a expulsão dos eunucos da Cidade Proibida, a fase em que ele era um pseudo-imperador, fantoche nas mãos do governo japonês. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se preocupe se você se encontrar completamente perdido na trama, porque o roteiro realmente não faz muita questão de nos situar. Pra quem não é expert em história chinesa moderna, muitas vezes a sensação de "hã? O quê?" pode surgir. E isso é sim um defeito terrível do filme. Não o pior, nem de longe o maior, mas é. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bertolucci é bem conservador na direção: apesar de captar o espírito da Cidade Proibida terrivelmente bem (me parece que ele foi o primeiro ocidental a filmar no lugar. Convenhamos que usar uma locação real é sempre melhor), ele nunca arrisca, nunca vai além do convencional. Talvez isso tenha lhe rendido o Oscar, mas a que preço? Somos obrigados a ver um filme que tinha um grande potencial cair em lugar comum, se tornando maçante em um bom número de vezes.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As atuações estão fracas. Mesmo o ótimo Peter O'Toole parece errado naquele papel de instrutor. Ele se encaixa perfeitamente na categoria "ocidental de pele branca e olhos claros que entra na história para mudar a vida do personagem oriental". Joan Chen como imperatriz tinha tudo para emocionar numa história paralela, em uma personagem que acaba se entregando ao ópio, corrompida por uma espiã japonesa. Mas o máximo que sentimos é uma pequena pena. Por fim, John Lone como Pu Yi está somente chato; talvez tenha sido o vazio que foi a vida de Pu Yi que proporcionou isso. Depois que deixa a Cidade Proibida, o ex-imperador acaba não fazendo nada de muito envolvente. O começo do filme acaba se destacando por ser muito melhor que todo o resto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, o filme em geral não envolve. Não é ruim, é belo visualmente, é dirigido com competência (porém com o mínimo de criatividade). Mas não passa disso. No fim, mal amado e decadente, Pu Yi lembra Michael Corleone. Mas sem me dar a mínima vontade de chorar. E sem carisma. Isso é tudo num personagem. Num filme longo assim, acompanhar uma história que não interessa tanto não é lá muito agradável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://history.sandiego.edu/gen/filmnotes/images/lastemperor2.jpg"&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: 46/100&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618678-108008486741798150?l=cinestranho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/108008486741798150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/108008486741798150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinestranho.blogspot.com/2004_03_01_archive.html#108008486741798150' title=''/><author><name>Aurelio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04040632578312912720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618678.post-107991569004596481</id><published>2004-03-21T21:24:00.000-03:00</published><updated>2004-03-21T22:08:47.653-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Edward, Mãos de Tesoura&lt;/strong&gt;(Edward Scissorhands, 1990)&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.zetaminor.com/images/dvd_sleeves/edwardscissorhands.jpg"&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dirigido por:&lt;/strong&gt; Tim Burton&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Com:&lt;/strong&gt; Johnny Depp, Winona Ryder, Dianne Wiest, Anthony Michael Hall, Kathy Baker, Vincent Price, Alan Arkin, Robert Oliveri, Conchata Ferrell, Caroline Aaron&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Indicado a:&lt;/strong&gt; 1 Golden Globe Award(Melhor Ator de Comédia para Johnny Depp), 1 Oscar(Melhor Maquiagem) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um episódio da série Seinfeld onde um barbeiro chamado Enzo e seu sobrinho chamado Gino, que também é barbeiro, ambos ítalo-americanos, discutem sobre Edward, Mãos de Tesoura. "O que você vai fazer no banheiro, hã? Com duas mãos de tesoura, me diga, o que você vai fazer no banheiro?", diz Enzo. Mais tarde, o tio aluga o VHS e acaba indo se desculpar com Gino: (perdoem meu inglês agora, mas é que preciso reproduzir a fala dele do jeito mais próximo que conseguir) "Thato Johnny Deppo...he making me cry, hã" (não se assustem, eu sei falar inglês. O cara é que fala tudo errado, por conta do sotaque. Enfim, pra quem sabe menos de inglês que Enzo, ele diz algo como "Aquele Johnny Depp...me fez chorar"). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edward, Mãos de Tesoura é sim um filme de derreter corações, como o do insensato barbeiro citado. É uma espécie rara. É a versão de Tim Burton de como surgiu a neve. Isso leva a crer que seja uma fábula. Sim, de fato, é uma fábula doce e incansável, uma que poderia ser contada toda noite pra uma criança quando se está tentando fazer ela dormir. Mas é mais, mais que isso. É um filme intimista, uma janela que dá pra algum lugar entre a alma do diretor e a nossa própria. "Uau, olha só como esse cara é imbecil, morrendo de elogiar um filme 100% Sessão da Tarde". O que eu acho que tô fazendo é não esconder que gosto mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edward (Johnny Depp) é uma criatura não acabada. O seu inventor (Vincent Price) morreu antes de lhe dar as mãos que havia prometido, e tudo que Edward tem substituindo-as são tesouras. Ele fica isolado do mundo, em seu castelo, até que um dia, Peg (Dianne Wiest), uma representante da Avon, resolve entrar naquele lugar, tentando vender cosméticos. Comovida pela simplicidade e solidão de Edward, ela resolve acolhê-lo, levando-o pra conviver com sua família. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A interpretação de Depp é singela, aquela tristeza disfarçada, o ar nostálgico, a paixão controlada por Kim (Winona Ryder), filha de Peg. Aliás, seu Edward é um show à parte, especialmente com a identificação que ele vai desenvolvendo conosco, espectadores. Não é de surpreender que o ator tenha vindo participar mais tarde de outros filmes do mesmo diretor. A parceria deu certo. Dianne Wiest, interpretando praticamente uma mãe adotiva, nos gestos amorosos e nos perdões, também está muito bem. Acho que sempre admirei a direção de atores de Burton, sei lá. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando nisso, o toque do diretor está em todo lugar. No subúrbio em cores pastéis, que combinam com as roupas e carros dos seus habitantes, no castelo que parece aterrorizante, nas metáforas, Tim Burton abre uma porta pra um outro mundo, muito peculiar. Isso é algo que ele sabe fazer muito bem. E, nesse caso em particular, ele faz com bom humor, o que torna a história ainda melhor. A trilha sonora de Danny Elfman, outra figura recorrente nos filmes de Tim, só ajuda.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maior erro do filme é Anthony Michael Hall, no papel de Jim, namorado de Kim. Nem o romance atrapalha tanto. Estereotipado e com um final um pouco pesado demais pra esse tipo de filme, Michael Hall ainda acaba representando de uma maneira fraca, e uma história dessas merecia um vilão melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criticando também a vida dos fofoqueiros suburbanos, Edward nunca foge do seu objetivo: ser uma parábola sobre preconceito, sobre buscar nosso lugar no mundo e sobre aceitação. Tesouras no lugar de mãos. Dá pra sacar logo de cara, não é? Às vezes, alguém faz uma coisa errada, querendo fazer uma coisa certa, mas acaba não realizando-a de maneira correta, e causa algum mal por isso. Como não se identificar com um personagem assim? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.sensesofcinema.com/images/directors/03/25/edward1.jpg"&gt; &lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: 76/100&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618678-107991569004596481?l=cinestranho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/107991569004596481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/107991569004596481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinestranho.blogspot.com/2004_03_01_archive.html#107991569004596481' title=''/><author><name>Aurelio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04040632578312912720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618678.post-107989505174065362</id><published>2004-03-21T15:32:00.000-03:00</published><updated>2004-03-21T16:02:58.950-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Dr. Fantástico&lt;/strong&gt;(Dr. Strangelove or: How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb, 1964)&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.in.gr/covers/DrStrangCollectEdit.jpg"&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dirigido por:&lt;/strong&gt; Stanley Kubrick&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Com:&lt;/strong&gt; Peter Sellers, George C. Scott, Sterling Hayden, Slim Pickens, Peter Bull, Tracy Reed&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Indicado a:&lt;/strong&gt; 4 Oscars(Melhor Filme, Melhor Ator para Peter Sellers, Melhor Roteiro Adaptado para Stanley Kubrick, Peter George e Terry Southern, Melhor Diretor para Stanley Kubrick) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece até pretensão querer comentar um filme de Stanley Kubrick. E deve ser. Deve ser heresia, sei lá. Mas Dr. Fantástico é fantástico (ops!) demais pra eu me segurar e não dar minha humilde opinião. Como disse um cara lá no RottenTomatoes: "veja o filme, por favor, antes que o mundo acabe". É, é um filme desse tipo mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerada uma "comédia de humor negro", a película, passada nos tempos da Guerra Fria, conta a história de um General paranóico chamado Jack D. Ripper (Sterling Hayden), que se baseando numa teoria insana de que os soviéticos estavam contaminando os "fluidos corporais" da América, resolve que irá atacar com armas nucleares a URSS. Essa ordem só poderia ser cancelada por um código que apenas Ripper conhecia. Trancado no seu escritório na base com o Capitão Lionel Mandrake (Peter Sellers), ele se isola, evitando que qualquer um tente fazer contato e acabe arrancando o código dele.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presidente dos EUA (Peter Sellers novamente) é chamado para um Conselho de Guerra pelo General Turgidson (George C. Scott), uma espécie de Colin Powell daquela época, que está encarregado de lhe passar as notícias. Tal Conselho acaba se tornando uma confusão só, seja pelas brigas de Turgidson com o embaixador russo Sadesky (Peter Bull), seja pelas conversas do presidente americano com um embriagado governante soviético, seja pela presença estranha do Dr. Fantástico (Peter Sellers pela terceira vez), um ex-cientista nazista que agora trabalha para o governo dos Estados Unidos. A situação piora ainda mais quando se descobre que a União Soviética possui a máquina do Juízo Final, que se ativaria sozinha em caso de conflito e acabaria com toda vida na Terra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O roteiro de Kubrick é tão bem amarrado que realmente não vemos saída, o mundo estará perdido por causa da maluquice do General Ripper. Com uma situação tão bizarramente complexa para o presidente resolver, realmente não tinha como acabar sendo uma comédia. Acaba ainda servindo de crítica ácida ao medíocre mundo dos políticos e suas "pseudo-guerras", como diria Michael Moore. A coisa vai caminhando pro humor naturalmente, com diálogos irônicos, como quando o presidente grita com Turgidson e Sadesky: "vocês não podem brigar aqui! Isto é uma Sala de Guerra!". Sem contar o slogan do exército norte-americano, que a câmera faz questão de focalizar: "paz é a nossa profissão". É uma idéia indescritível de humor negro que, 40 anos depois, ainda soa atual. Preciso citar nomes de importantes líderes mundiais que se encaixariam perfeitamente? Acho que não. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kubrick cutuca sutilmente os "Texas white trash", usando-se da grande atuação de Slim Pickens como o Major Kong, ao mesmo tempo em que Peter Sellers se mostra um gênio cômico. Há aqueles atores que adoram se repetir. Em alguns casos, isso é ruim, em outros, é excelente. Sellers, no entanto, atua de maneira em que mal se pode notar que aquela é a mesma pessoa, fazendo três personagens-chave da trama. Em nada um personagem lembra o outro. Espantoso. George C. Scott é o típico militar cabeça-dura, 100% anti-comunista. Outra belíssima representação, talvez a mais hilariante, por ser o seu personagem tão histérico e sem muito controle das emoções. Ele chega a rolar no chão, em determinado momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudando de cenário toda hora (destaque para a bela Sala de Guerra, triangular, intimidante), Dr. Fantástico é um filme que consegue retratar de uma maneira praticamente perfeita o quão estranha é uma guerra. O quão louco ela pode levar alguém a ficar. E o quão errada era a política da Guerra Fria, que ainda se reflete hoje nas políticas externas das grandes potências. Mesmo assim, o filme foi aclamado pela crítica nos Estados Unidos. Coisas de Kubrick. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://wso.williams.edu/~mhacker/Strangelove/strangelove2.jpg"&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: 86/100&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618678-107989505174065362?l=cinestranho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/107989505174065362'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/107989505174065362'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinestranho.blogspot.com/2004_03_01_archive.html#107989505174065362' title=''/><author><name>Aurelio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04040632578312912720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618678.post-107983090328867951</id><published>2004-03-20T21:59:00.000-03:00</published><updated>2004-04-24T21:10:14.780-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;O Piano&lt;/strong&gt;(The Piano, 1993)&lt;br /&gt;&lt;img src="http://images.rottentomatoes.com/images/movie/coverv/90/132590.jpg"&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dirigido por:&lt;/strong&gt; Jane Campion&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Com:&lt;/strong&gt; Holly Hunter, Anna Paquin, Harvey Keitel, Sam Neill, Kerry Walker&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Indicado a:&lt;/strong&gt; Palma de Ouro em Cannes*, 6 Golden Globe Awards(Melhor Filme de Drama, Melhor Atriz de Drama para Holly Hunter*, Melhor Atriz Coadjuvante para Anna Paquin, Melhor Direção para Jane Campion, Melhor Roteiro para Jane Campion, Melhor Trilha Sonora para Michael Nyman), 8 Oscars(Melhor Filme, Melhor Atriz para Holly Hunter*, Melhor Atriz Coadjuvante para Anna Paquin*, Melhor Fotografia, Melhor Figurino, Melhor Direção para Jane Campion, Melhor Roteiro Original para Jane Campion*, Melhor Edição) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filmes envolvendo pianos sempre parecem sempre querer passar uma imagem de bonito, profundo, inesquecível. Considero o piano, na verdade, o instrumento mais romântico, de som mais belo, o mais poético dentre todos. Então, acho que deixo esses filmes passarem através de mim, e se tornarem o que eles parecem querer se tornar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ada (Holly Hunter) é muda desde os seis anos de idade. Ela e a filha Flora (Anna Paquin) se mudam para a Nova Zelândia, onde Ada se casaria com Stewart (Sam Neill) para iniciar uma nova vida. Mas quando ele se livra do piano, que é o meio pelo qual a moça escolhe se comunicar com o mundo, ela tenta recuperá-lo num acordo com Baines (Harvey Keitel), o analfabeto que recebeu o instrumento, que começaria na forma de simples aulas de música. Até que vemos que não é exatamente em tocar que Baines está interessado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, o filme, escrito e dirigido por Jane Campion, é daqueles que nascem para fazer atores brilhar. No caso, atrizes. Holly Hunter, sem dizer absolutamente nada durante o filme todo ainda assim está ótima, a melhor coisa do filme. Numa personagem temperamental e sensível, ela usa somente os olhares e os gestos para construir uma imagem impressionante. Anna Paquin, na época com apenas 11 anos, também convence. Não dá pra dizer que ela ganhou o Oscar só por ser criança, embora alguns votantes na Academia possam ter sido influenciados pela sua idade. Mas ela está também muito boa, numa química decente com Hunter, servindo de tradutora de sua mãe no filme. Carregando ainda um sotaque um pouco afetado, a menina se sai surpreendentemente bem. Por outro lado, o roteiro dá uma visão meio estereotipada, de uma só dimensão, dos personagens masculinos, o que impede Keitel e Neill de ter atuações tão inspiradas quanto às de suas colegas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Piano fala de comunicação. A esposa não pode falar. O novo marido não tenta ouvir. Os Maori e os britânicos não conseguem se entender. Há a contradição de idéias, a mudez e a música. E assim, captando de maneira lenta aquele clima chuvoso de um lugar isolado do mundo, Campion faz desse seu filme algo que muitas vezes soa poderoso. Perturbador, talvez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com uma bela trilha sonora, um tema de piano singelo (me parece que a própria Holly Hunter tocava o instrumento, o que certamente facilitou a filmagem), a bela fotografia de Stuart Dryburgh, que nos leva instantaneamente à Nova Zelândia do século XIX, um final ambíguo e o toque feminino de Jane na direção, O Piano é um filme que envelheceu muito bem, obrigado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou talvez eu seja só um sentimental. Argh.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.cinema-scene.com/images/gba/Brando93/suppactress-piano.jpg"&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: 73/100&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618678-107983090328867951?l=cinestranho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/107983090328867951'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/107983090328867951'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinestranho.blogspot.com/2004_03_01_archive.html#107983090328867951' title=''/><author><name>Aurelio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04040632578312912720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618678.post-107974736425908038</id><published>2004-03-19T22:46:00.000-03:00</published><updated>2004-03-19T22:52:45.170-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Minha Amada Imortal&lt;/strong&gt;(Immortal Beloved, 1994)&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.operaheb.co.il/news/news2002/arch040202b.jpg"&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dirigido por:&lt;/strong&gt; Bernard Rose&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Com:&lt;/strong&gt; Gary Oldman, Jeroen Krabbe, Isabella Rossellini, Johanna Ter Steege, Valeria Golino, Marco Hofschneider&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Meu anjo, meu tudo, minha outra metade...Minha Amada Imortal." Beethoven deixaria tudo para ela, no que seria o seu testamento. O problema é que o compositor teria morrido solitário, sendo seu irmão e sua cunhada as únicas pessoas que cuidavam dele em seus últimos dias. Quem seria então a Amada Imortal? Anton Schindler (Jeroen Krabbe), amigo do Maestro enquanto este estava vivo, se propõe então a investigar, por acreditar que acharia não só a mulher a quem Beethoven dedicava tudo, mas também uma boa parte da história de sua vida que ele não conhecia. Sua única pista é uma assinatura ilegível num hotel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O diretor e roteirista Bernard Rose se utiliza de basicamente duas coisas nesse filme: liberdade para criar fatos que não teriam realmente acontecido na vida desse compositor e um estilo de narrativa parecido com o de Orson Welles em Cidadão Kane. Ou seja, através das memórias das pessoas é que vamos descobrindo quem foi aquele personagem. O velho Ludwig Van, no caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beethoven, no filme, é o Mick Jagger de sua época. Sua música é excitante, os pais têm de controlar suas jovens filhas. A atuação de Gary Oldman, que viverá Sirius Black no próximo filme do Harry Potter, é cheia de maneirismos, ele leva cada suposta mania de Ludwig ao extremo. Não acho que se saia mal, apesar disso. O problema é ele não estar carismático o suficiente para o espectador desenvolver uma simpatia com o personagem. O roteiro de Rose mantém Beethoven à distância, e assim fica difícil gostar de alguém perturbado e que grita com todos que o cercam. Já Jeroen Krabbe está simplesmente ruim, e é visível que a presença de Oldman faz falta nos momentos onde Schindler é quem está em destaque. Há um vazio, nem que seja a falta de um personagem odiável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A direção de arte é agradável e a cidade de Praga, onde a película foi rodada, é linda. Mas o filme acaba se romantizando demais. A preocupação maior, arrisco dizer, é sim com o sentimentalismo um tanto exagerado, mais do que em tentar ser um retrato fiel da vida de Ludwig Van. Nem por isso é ruim, mas não consegue ir além de ser divertido, apenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto mais alto, na verdade, é a trilha sonora. O que não é absurdo, de forma alguma. As composições de Beethoven estão muitíssimo bem executadas, e a empolgação com o filme cresce em cenas como quando o compositor toca a Sonata Ao Luar com o ouvido encostado no piano (obviamente, devido à surdez) e quando ele coloca o sobrinho no colo e nos brinda com Für Elise. Sem mencionar uma cena que sozinha valeria todos os defeitos do filme: a execução da Nona Sinfonia. Memorável, e que faz com que alguém como eu releve a maioria das falhas da obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.dvdreview.com/fullreviews/Images/ImmortalBeloved/ImmortalBeloved3.jpg"&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: 58/100&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618678-107974736425908038?l=cinestranho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/107974736425908038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/107974736425908038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinestranho.blogspot.com/2004_03_01_archive.html#107974736425908038' title=''/><author><name>Aurelio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04040632578312912720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618678.post-107965227001786040</id><published>2004-03-18T20:20:00.000-03:00</published><updated>2004-04-10T09:18:18.263-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas&lt;/strong&gt;(Big Fish, 2003)&lt;br /&gt;&lt;img src="http://nastystart.org/images/news/bigfish10072003.jpg"&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dirigido por:&lt;/strong&gt; Tim Burton&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Com:&lt;/strong&gt; Ewan McGregor, Albert Finney, Billy Crudup, Jessica Lange, Alison Lohman, Marion Cotillard, Helena Bonham Carter, Robert Guillaume, Steve Buscemi, Matthew McGrory, Danny DeVito, Loudon Wainwright&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Indicado a:&lt;/strong&gt; 4 Golden Globe Awards(Melhor Filme de Comédia, Melhor Ator Coadjuvante para Albert Finney, Melhor Trilha Sonora para Danny Elfman, Melhor Canção Original para Eddie Vedder com "Man Of The Hour"), 1 Oscar(Melhor Trilha Sonora para Danny Elfman)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digam o que disserem, Tim Burton é sim um diretor extremamente competente. E extremamente injustiçado. Costumo considerar como pessoas de Hollywood que são reconhecidas pela própria Hollywood os ganhadores de Oscar e dos Golden Globe. Burton nunca venceu nenhum desses(na verdade, só foi indicado ao Golden Globe uma única vez, por Ed Wood, em 1994. Na Academia, ninguém sabe nem quem é esse tal de Burton). Qual a razão disso? Estava pensando no assunto antes de começar a escrever. Seria pelo fato do diretor dar um toque bizarro em praticamente todos os seus filmes? Seria pelo fato de adorar uma história metade maluca, metade fantasiosa? Seja como for, Burton é Edward Bloom. E Hollywood é Will Bloom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que este seja um filme intimista. Pelo contrário, tanto é que o roteirista é John August, que escreveu As Panteras: Detonando e já está roteirizando o remake de A Fantástica Fábrica de Chocolates, que também será dirigido por Tim Burton. Mas o fato é que, pra mim, foi difícil não associar Edward Bloom ao diretor. É visível o carinho que envolveu o projeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Peixe Grande, Will Bloom(Billy Crudup)é um homem que decidiu parar de falar com o pai Edward(Albert Finney quando velho, Ewan McGregor quando jovem - aliás, quantos Edwards na filmografia Burtoniana, não?), justamente por não acreditar nas histórias que cresceu ouvindo dele. Nelas, coisas estranhas aconteciam: seus ossos cresciam demais, gigantes apareciam na cidade, peixes eram pescados com alianças. Mas nada disso era relatado por Edward somente a seu filho, como simples contos para criança. Não, ele jurava que esses acontecimentos eram reais. Quando vê o pai doente, Will se sente na obrigação de descobrir a versão real dos fatos da vida de seu progenitor. E a partir daí, revisitamos as supostas mentiras ditas entre os Bloom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas, aliás, são vistas por meio de uma fotografia belíssima. Há cores, há vida, contrastando muito bem com o mundo "real" do filme, mais cinzento e escurecido. Até o rosto de Sandra Templeton(Alison Lohman, no caso, mas também interpretada mais velha por Jessica Lange)parece ter um brilho especial, simbolizando a aura daquele ser tão amado por Edward, a mulher por quem ele trabalharia durante meses recebendo como pagamento apenas informações rasas de sua personalidade. Quando ele a vê pela primeira vez, o tempo pára - literalmente. Essa é, inclusive, a tomada mais fantástica das duas horas de filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto às atuações, discordo do que foi dito por aí: a maioria do elenco está muito bem. Ewan McGregor tem um sorriso que convence como um personagem capaz de dialogar com trogloditas. Albert Finney representa muito bem um homem com limitações físicas que o deixam irriquieto. E, particularmente, achei Steve Buscemi como Norther Winslow algo que merece certo destaque, porque, em suas poucas cenas, ele rouba-as, todas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Burton, no entanto, acaba cometendo um erro terrível, ao tentar puxar pra realidade as histórias de Edward, mais de uma vez. Como se quisesse provar, por A+B, que ele não era um mentiroso. Era necessário? É algo parecido com o que diz o médico a Will: se há uma versão real mas entediante dos fatos, e uma versão mais fantasiosa porém empolgante, por que iríamos preferir a primeira? E aí mora o erro, que compromete, sim, o enredo. Tim Burton quer gritar que era tudo verdade; depois do que vi no filme, a única conclusão a que cheguei era de que, no fundo, isso não importava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://us.i1.yimg.com/us.yimg.com/i/mo/bigfishbig2.jpg"&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: 69/100&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618678-107965227001786040?l=cinestranho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/107965227001786040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/107965227001786040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinestranho.blogspot.com/2004_03_01_archive.html#107965227001786040' title=''/><author><name>Aurelio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04040632578312912720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618678.post-107948541917928184</id><published>2004-03-16T21:36:00.000-03:00</published><updated>2004-03-16T22:19:35.390-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Quatro Casamentos e Um Funeral&lt;/strong&gt;(Four Weddings And A Funeral, 1994)&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.asiansandfriendshouston.com/movies/2_four_weddings_and_a_funeral.gif"&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dirigido por:&lt;/strong&gt; Mike Newell&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Com:&lt;/strong&gt; Hugh Grant, Andie MacDowell, Kristin Scott Thomas, Simon Callow, James Fleet, Rowan Atkinson, John Hannah, Charlotte Coleman, David Bower&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Indicado a:&lt;/strong&gt; 4 Golden Globe Awards(Melhor Filme de Comédia, Melhor Ator de Comédia para Hugh Grant*, Melhor Atriz de Comédia para Andie MacDowell, Melhor Roteiro para Richard Curtis), 2 Oscars(Melhor Filme, Melhor Roteiro Original para Richard Curtis)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estranho, segundo filme comentado aqui e é outra comédia romântica. Vão achar que sou fã do estilo. Bem, vamos combinar que é notável como os ingleses são bons nesse tipo de cinema. Das poucas comédias românticas que prestam, 90% vem deste lugar da Europa, onde vivem pessoas de sotaque charmoso. Mesmo usando-se dos mesmos clichês que fazem as pessoas olharem torto pra esse tipo de filme quando é americano, eles sempre têm uma carta na manga, algo diferente, que parece dar um sabor fresco ao filme. Como em Um Lugar Chamado Notting Hill, com aquele tal amigo esquisitão do personagem do Hugh Grant.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, em Quatro Casamentos e Um Funeral, os clichês são mais sutis do que em Notting Hill, mas ainda estão lá. Alguns dizem ser melhor que o recente Simplesmente Amor, também do roteirista/diretor Richard Curtis, mas eu acabei não enxergando o que essas pessoas viram. De qualquer jeito, há de se reconhecer que Curtis tem uma habilidade incrível com diálogos e situações inusitadas - que, aliás, são os elementos-chave para uma boa comédia romântica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No filme em questão, o que temos é um grupo de amigos atendendo a esses importantes compromissos sociais, os chamados casamentos. E ele retrata sim muito bem a bizarrice em que uma festa dessas pode se transformar. Como não rir, mesmo num lugar sério como uma igreja, de um padrinho que esquece as alianças? Ou de um padre que erra todo o discurso ao casar os noivos(cena sensacional do Mr. Bean Rowan Atkinson, aliás)? Num desses casamentos, Charles(Hugh Grant)acaba encontrando Carrie(Andie MacDowell, que não faz muito meu estilo de beleza, diga-se de passagem). Aos poucos, encontrando-a em outras cerimônias matrimoniais, o solteirão vai se apaixonando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hã, já vimos esse filme antes, não? É o que parece, mas aí é que entra o toque britânico, sempre transformando o velho em novo, mesmo que só superficialmente. É o suficiente para um bom tempo de entretenimento. As atuações, no entanto, são só medianas: apesar do Golden Globe para Hugh Grant, aqui vemos ele fazer um papel que veio a se repetir umas trinta vezes na sua carreira, que é o do bonitão, às vezes engraçado, às vezes ingênuo, às vezes gaguejando. Já a trilha sonora nos dá a boa canção do Wet Wet Wet, Love Is All Around, que veio a ser usada novamente, mas de maneira diferente em Simplesmente Amor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...que acaba se saindo melhor que seu antecessor, Quatro Casamentos, justamente por reciclar os clichês de forma mais satisfatória. Isso não faz desse um filme ruim, mas acaba por dar um gosto de que faltou algo aqui. Não vi, por exemplo, propósito no conflito de Fiona(Kristin Scott Thomas). Aliás, do grupo de amigos, poucos deles acabam sendo desenvolvidos de verdade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concluo que, apesar das falhas, é ainda uma boa experiência, principalmente quando se quer fugir da mesmice que é a comédia romântica de Hollywood.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://news.bbc.co.uk/media/images/38914000/jpg/_38914803_fourweds.jpg"&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: 51/100&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618678-107948541917928184?l=cinestranho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/107948541917928184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/107948541917928184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinestranho.blogspot.com/2004_03_01_archive.html#107948541917928184' title=''/><author><name>Aurelio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04040632578312912720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618678.post-107940132851058930</id><published>2004-03-15T21:46:00.000-03:00</published><updated>2004-03-15T22:49:44.483-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Encontros e Desencontros&lt;/strong&gt;(Lost In Translation, 2003)&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.capecinema.com/images/images2003/lost_in_translation.jpg"&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dirigido por:&lt;/strong&gt; Sofia Coppola&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Com:&lt;/strong&gt; Bill Murray, Scarlett Johansson, Giovanni Ribisi, Anna Faris&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Indicado a:&lt;/strong&gt; 5 Golden Globe Awards(Melhor Filme de Comédia*, Melhor Ator em Comédia para Bill Murray*, Melhor Atriz em Comédia para Scarlett Johansson, Melhor Direção para Sofia Coppola e Melhor Roteiro para Sofia Coppola*), 4 Oscars(Melhor Filme, Melhor Direção para Sofia Coppola, Melhor Ator para Bill Murray, Melhor Roteiro Original para Sofia Coppola*)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A filha do homem que levou às telas a saga dos Corleone acertou em cheio em transformar o que originalmente seria um curta em um longa-metragem. O resultado é um diamante de filme, lapidado cuidadosamente por Sofia Coppola. A melhor comédia romântica, porque o filme não é uma comédia. E também não é romântico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bob Harris(Bill Murray)é um ator decadente, numa crise de meia-idade, que se encontra no Japão em função de um contrato que lhe renderia alguns trocados a mais. Puramente, um final de carreira triste. Charlotte(Scarlett Johansson)é só uma garota recém-formada, que mal sabe o que quer fazer da vida e que veio a Tóquio acompanhar o marido, que trabalha demais pra se importar com ela. No meio do neon do Japão, eles se encontram, e aí nasce uma relação no mínimo interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um filme basicamente de personagens. E o mais legal: personagens que muitas vezes não têm o que dizer. Aí entra o talento da dupla de atores protagonistas, que brilham ainda que calados: Bill Murray e sua cara de "acabei de acordar", sempre parecendo mais chateado do que realmente está, e Scarlett Johansson e seu sorriso doce, sempre parecendo mais alegre do que realmente está. A química entre os dois é tão grande...é algo realista. Realismo, aliás, é um ponto forte no filme. Sofia se inspirou nas suas próprias viagens ao Japão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns dizem que o filme traz uma visão preconceituosa do Japão. Oras, como não estranhar uma cultura tão diferente da nossa? Não é uma "piada repetida à exaustão", como andei lendo por aí: é simplesmente uma forma de mostrar que pode sim surgir comédia sem preconceitos a partir do choque cultural. Temos aí uma grande diretora surgindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sofia, no seu estilo de filmar, foge do estilo hollywoodiano comum. Ela opta por captar a cidade, com uma câmera um tanto inusitada, simulando viagens de carro e outras coisas do tipo. E ela consegue passar uma coisa muito interessante: Tóquio é praticamente uma personagem do filme. Às vezes intimida, às vezes acolhe, é um grande palco para a fuga que Bob diz estar planejando. Em duas cenas ou mais, vemos Charlotte olhando a cidade pela janela, e aí reside uma bela duma ironia. Num lugar tão grandioso, mostrando  o poder econômico e a força que o homem atingiu nos dias de hoje, quem imaginaria que as pessoas que passam por ali ainda têm problemas que soam tão bobos, como crises existenciais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale destacar também a belíssima trilha sonora. A diretora, aliás, parece buscar incessantemente o casamento perfeito entre som e imagem. E, com cenas essenciais pra história, como a do videokê, ela se aproxima do objetivo. Temos Elvis Costello, Sex Pistols, Roxy Music...e um final lindo, lindo, com Just Like Honey do Jesus And Mary Chain.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, vamos supôr que você assistiu e não gostou. Ok. Mas você consegue imaginar o que Bob disse à Charlotte naquela cena? Consegue? Então você agora faz parte do que está se passando na tela, é um homem numa crise de meia-idade no Japão se despedindo de uma pessoa que marcou sua vida. Só por isso, Coppola já merece todos os méritos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.spiritualityhealth.com/shimages/vvimages/lostintranslation1.jpg"&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: 80/100&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618678-107940132851058930?l=cinestranho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/107940132851058930'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/107940132851058930'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinestranho.blogspot.com/2004_03_01_archive.html#107940132851058930' title=''/><author><name>Aurelio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04040632578312912720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618678.post-107939419077651182</id><published>2004-03-15T20:37:00.000-03:00</published><updated>2004-03-15T20:51:03.390-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>"Is everybody in? Is everybody in? The ceremony is about to begin..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hm, então. Difícil saber o que eu pretendo com esse blog. Quer dizer, a premissa mais simples dele é...simples. Falar de cinema. Filmes, ah, sim, filmes. Mas o que eu, que não entendo nada de cinema, posso falar sobre filmes? Vou tentar ter alguma expressividade. Sei lá. Sou uma pessoa indecisa. Por exemplo, a idéia desse post era fazer um longo texto me apresentando, mas já desisti. Não tô com energia suficiente pra isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, stick around. Podemos trocar algumas figurinhas cinematográficas. Acredito eu, embora não seja lá muito esperto no assunto cinema, justo um assunto que eu gosto tanto. Vou me esforçar, prometo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até o próximo post, esse sim, já valendo pra mostrar minha imensa ignorância sobre o assunto(sim, porque sei lá, vai que você pensou que tudo isso era falsa modéstia...).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618678-107939419077651182?l=cinestranho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/107939419077651182'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618678/posts/default/107939419077651182'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinestranho.blogspot.com/2004_03_01_archive.html#107939419077651182' title=''/><author><name>Aurelio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04040632578312912720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
